Esta semana dedicaremos nossa página a esse incansável colaborador que sempre nos presenteia com matérias de alta relevância. Winter além de grandedomingo, 24 de fevereiro de 2008
WINTER BASTOS
Esta semana dedicaremos nossa página a esse incansável colaborador que sempre nos presenteia com matérias de alta relevância. Winter além de grandesexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
COMUNIDADE SÍTIO DA ALDEIA 2° PARTE
Pá – Pum com o Presidente
POR: Fabio da Silva Barbosa &
Luiz Henrique Peixoto Caldas
Transporte escolar:
A escola é tão longe e não existe transporte para as crianças que vão andando sozinhos todos os dias quilômetros e quilômetros até a rede de ensino mais próxima. È fundamental o apoio dos pais para o comprometimento e a boa educação dos filhos.
A Prefeitura não podia disponibilizar uma condução escolar?
Correios:
As cartas dos moradores daqui ficam nos Correios de São Francisco, mais ou menos 2,5 km. Nem o correio você tem direito! Todas as cartas da comunidade possuem o mesmo endereço ( Estrada Nossa Senhora de Lourdes, 303 ), aí lá a gente apresenta a identidade, apesar de ser sem necessidade, porque os funcionários já nos conhecem. Solicitamos aos correios que fosse colocada uma caixa de correspondência aqui em cima, mas não tivemos retorno.
A comunidade é limpa e organizada, mas a falta de saneamento atrapalha
Lixo X Conscientização Ambiental:
Antes o pessoal jogava o lixo na rua. Agora com um trabalho sério de conscientização ambiental que venho fazendo ao longo desses 5 anos, você se depara com isso: As ruas limpas, trazendo maior qualidade de vida. Não temos coleta de lixo, nem caçambas. Carregamos nosso lixo nas mãos até a sede da Guarda Municipal Florestal que fica uns dez minutos de caminhada. Aqui moram senhoras e senhores que passam por este transtorno todos os dias.
Acesso:
O acesso é terrível e não custaria quase nada a prefeitura asfaltar 50 m de chão. A única parte do caminho concretado existente foi feita por nós, arrecadando material através de festas organizadas na comunidade. Aliás trajeto esse que se encontra destruído pela falta de manutenção e chuvas.
Isso facilitaria até o caminhão da Clin a ter acesso.
Emprego, renda e turismo:
Um exemplo de abandono, um pólo de emprego e turismo seria aquele hotel. Se ativado geraria emprego para todos os moradores locais e muito mais. Aqui não mora vagabundo! Eu tenho um amigo chamado Marco Antonio que juntos fizemos alguns projetos que ainda não saíram do papel, tipo; pesque e pague ( por já existir uma barragem que está abandonada ), cavalos com charretes, passeio ecológico com guias turisticos da região, tem o horto, resgate de para-pentes com equipamento de segurança adequados, botando a garotada que vive aqui para trabalhar e não ficar de cabeça vazia, afinal eles conhecem a mata toda mais do que ninguém. Mas isso tem de vir através de parcerias com a prefeitura. Por exemplo, no pesque e pague os engenheiros poderiam dar uma assistência em relação aos projetos estruturais.
O Presidente com a juventude do lugar. Um trabalho de muito diálogo e coinscientização
Irregularidade:
Nossa intenção é viver regularizado, pagando as contas, IPTU, é lógico em suas proporções porque somos humildes, como vocês podem ver. Aqui é mata fechada cara, só tem casa e mato. A gente não quer destruir nada. Nossa intenção é preservar ao máximo, pois moramos e criamos nossos filhos aqui.
Saúde:
Atendimento médico só no posto de saúde do Preventório ou em Jurujuba que é muito longe. E porque não visitas periódicas do médico de família? Acho que também temos o direito, afinal, somos seres humanos.
Água, luz e saneamento:
A água é de poço, cada um faz o seu. Agora olha que absurdo, a gente tem um processo contra a Ampla pra ter luz, se fossemos safados continuaríamos no gato, que não paga nada! A gente não tem o direito de ter luz? Como é que pode isso? Saneamento não existe, o esgoto de todos vai parar na rua.
Poxa, queremos ser igual a todo mundo!
Cada casa tem seu poço
Gostaria de acrescentar alguma coisa?
O jornal UNITERÓI foi o primeiro veículo de comunicação que veio escutar o outro lado da moeda, porque os outros só meteram pau. A gente não quer ser clandestino e às vezes saem reportagens em determinados jornais falando que somos invasores, que desmatamos tudo e não é verdade. Preferem nos taxar de favelados e invasores à participar com a gente nessa luta. A prefeitura não procura a gente pra nada e não queremos ser considerados uns excluídos. Já fui inúmeras vezes lá e não recebemos nenhuma visita deles aqui. Não queremos problemas e sim soluções. Já estive várias vezes conversando com o Secretário de Meio Ambiente Jefferson e nada!
A tranqüilidade e a proximidade da natureza é realmente inacreditável. Parece que estamos em outro Mundo. Só queremos melhorar a qualidade de vida das pessoas e se conseguirmos melhorar dez per cento já é uma grande vitória para todos da Comunidade do Sítio da Aldeia. O resto a gente corre atrás.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
COMUNIDADE SÍTIO DA ALDEIA 1° PARTE
ESTRADA PARA CHEGAR NA COMUNIDADE SÍTIO DA ALDEIA
Tudo parece perfeito, até subirmos a Estrada Nossa Senhora de Lurdes. Em um pequeno desvio que tem chegando ao posto da guarda municipal (Inspetoria Ambiental) entramos em uma estrada de Chão que leva a comunidade Sítio da Aldeia.
Embora tendo uma história de quase 50 anos, estando lá antes mesmo do mirante, eles tem seus direitos básicos negados pela prefeitura que prefere vê-los como invasores. Não existe médico de família ou qualquer projeto social. O esgoto passa pela rua, sem nenhum tipo de tratamento existente e para chegar, os moradores, muitos idosos e crianças, têm de enfrentar uma subida de mais de 40 minutos a pé, sem contar a estrada de chão. Na verdade o problema começa na própria guarda, sem efetivo satisfatório para vigiar toda área que é responsável e completamente desequipada, não possui ao menos um veículo para fazer rondas no local.
PLACA DO POSTO DA GUARDA NA ENTRADA DA ESTRADA DE CHÃO
Tivemos oportunidade de conversar com o líder comunitário local, Eduardo Moreira de Souza ( 33 ), morador do Sítio da Aldeia há vinte e quatro anos. Eduardo está no 6° período da faculdade de fisioterapia e acredita que os argumentos usados pela Prefeitura para impedir o acesso da comunidade a recursos como luz, por exemplo, não são válidos. “A Ampla nos informou que estamos fora da área de reserva, mas a Prefeitura diz que estamos dentro. Eles alegam que se botar luz vai virar favela, mas não é do nosso interesse que isso aqui cresça. São 26 casas, algo próximo a 90 pessoas. A maioria que mora aqui é da mesma família. Uma casa não nasce assim da noite para o dia. Não chegamos ontem. Podiam cadastrar os moradores. O posto da guarda fica aqui na porta, é só controlar a entrada de material que não se constrói mais casas.O que queremos é simples. Se você ver, aqui é tudo mata fechada, os micos e os pássaros passeiam tranquilamente pelas árvores. Ninguém fica devastando o lugar. Não queremos viver na clandestinidade. Queremos participar como todo mundo”
CHEGADA NA COMUNIDADE
Antônio da Silva Moreira, considerado o grande patriarca de todos dali, foi o primeiro a chegar. Tio de Eduardo ficou encantado com o contato com a natureza e pretende nunca abandonar o lugar em que viveu praticamente meio século. Os mais jovens também tem muito carinho pelo Sítio e todos os dias reúnem-se para jogar futebol por volta das 17:00 hs. Eduardo, pelo menos uma vez por semana participa do jogo, aproveitando a oportunidade para conversar e ver como estão indo na escola. Apesar de toda a dificuldade e da distância que tem de vencer, o Líder nos conta com orgulho que todos estão indo bem nos estudos e que reconhecem sua importância para o futuro.
O ESGOTO - UM PROBLEMA COMUM A MUITAS DAS COMUNIDADES EM QUE VISITAMOS
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Carnaval de Rua - 2° PARTE
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Carnaval de Rua
textos e fotos por fabio da silva barbosa
& luiz henrique peixoto caldas
Des do ano passado viemos acompanhando nas comunidades o verdadeiro carnaval do povo que estaria por vir e o balanço foi super positivo. A Rua Nóbrega, em Santa Rosa comemorou seu meio século de Carnaval de Rua, a Pracinha do Largo do Marrão também em Santa Rosa deu uma festa só para crianças com animador e brincadeiras, Blocos saíram de todos os cantos representando sua localidade de origem e o Centro de Niterói recebeu vários blocos e escolas das comunidades da cidade. Abaixo postamos duas fotos aéreas tiradas do Bloco carnavalesco dos 3 Vs (Vou Vomito e Volto) e ainda essa semana publicaremos o des file do bloco Carnavalesco Um Dia Sai que aconteceu 20 de Janeiro deste ano. quem acompanha nosso blog e o jornal impresso sabe do que estamos falando.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
CONTATOS:
Recebemos de uma leitora o seguinte e-mail:
Tadinho do Bezerro !!!!!
Oi Gentem, reflitam sobre o baby-beef....tadinho do bichinnho mesmo!!
A carne de vitela é muito apreciada por ser tenra, clara e macia...Mas, o que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimentodo bezerro macho, que desde o primeiro dia de vida é afastado da mãe e trancado num compartimento sem espaço para se movimentar.Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne semantenha macia.

"Baby beef" é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria delaticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras.
Veja como é obtido esse "produto":assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suascrias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso alimentação que consiste de substituto do leite materno.Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo omineral somente na quantidade necessária para que não morra até oabate. A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram desespero paralamber esse tipo de material.Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobreum ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num um piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso. A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que amaciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente.Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede.
Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravamem desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia,acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamenteimobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.
Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida.A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo.
Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito é conscientizar as pessoas sobre a questão.Nossa arma é a informação!Se souber o que está comendo, a sociedade que não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo essesofrimento não comendo carne de vitela ou baby-beef repudiando os restaurantes que a servem.O consumidor (Assim como o eleitor) tem força e deve usar esse poder escolhendo produtos, serviços e empresas que não tragam embutido osofrimento de animais.
Pense se fosse você
Fonte:Instituto Nina Rosa - Projetos por Amor à vida)
Se você anseia por uma sociedade mais humana e sem violência, repasse esse e-mail.A VIDA AGRADECE.
Profª Maria de Lourdes Pereira Dias - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTACATARINA - CSE/CNM - Campus Universitário - Trindade 88..040.900 - Florianópolis (SC) - B R A S I L Phone:(55- 0xx48) 3331-9483 VALORIZE A VIDA ANIMAL. DIGA NÃO À ESTA BARBARIDADE!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
INFORMES - AGENDA DA COMUNIDADE
Comunidadeeditoria.blogspot.com
CONHEÇA TAMBÉM NOSSO PROFILE E COMUNIDADE DO ORKUT.
NOSSO E-MAIL PARA CONTATO É:
comunidadeeditoria@yahoo.com.br
Agora a comunidade do Norte e Nordeste tem um ponto de encontro em Niterói
Quinzenalmente na esquina da Rua Professor Otacílio com Duque estrada em Santa Rosa, Niterói, acontece o café da manhã nordestino acompanhado de um forró ao vivo e da divulgação do livro de literatura de cordel “Aquarela do Nordeste”.

Tudo isso oferecido pelo Ministro do Baião Zé de Moura, com a ajuda do amigo Severino colaborador da nova liderança comunitária da Beltrão e grande interessado na cultura nordestina. O lugar será futuramente um centro de cultura nordestina.

O evento começa a partir das 9:00 da manhã no tradicional bar onde foi filmado o curta metragem “Beber, Conversar e se der Cantar” de Francisco Bragança. Maiores informações diariamente no próprio lugar.