terça-feira, 4 de março de 2008
CONTATOS: RAFAEL DEMINICIS
Rafael, você pode entrar em contato com o jornal UNITERÓI através do e-mail:
jornaluniteroi@gmail.com
Forte abraço e tudo de bom.
Rafael disse...
Olá meus caros....Como faço para conseguir contato com o pessoal desse jornal?Há email ou telefone???Grande abraçoRafael Deminicis
4 de Março de 2008 06:31
segunda-feira, 3 de março de 2008
NOTAS MUSICAIS
Leonardo:Fala aí beleza?Estou à procura de bandas interessadas em tocar no evento Maratona do Rock 2, que acontecerá no Convés Bar, em Niterói no feriadão dos dias 02/05 (sexta-feira) e 03/05 (Sábado).Se você tem uma banda e se interessa ou então conhece alguem que possa se interessar,favor entrar em contato o mais rápido possivel, enviando um scrap para o orkut da VR Produções
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Próximo nº do jornal UNITERÓI
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
MALANDRAGEM, REVOLTA E ANARQUIA
Robson Achiamé, editor
Caixa Postal 50083
CEP20062-970
Rio de Janeiro - RJ
Telefax: (0xx21) 2544-5552
letralivre@gbl.com.br
domingo, 24 de fevereiro de 2008
WINTER BASTOS
Esta semana dedicaremos nossa página a esse incansável colaborador que sempre nos presenteia com matérias de alta relevância. Winter além de grandesexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
COMUNIDADE SÍTIO DA ALDEIA 2° PARTE
Pá – Pum com o Presidente
POR: Fabio da Silva Barbosa &
Luiz Henrique Peixoto Caldas
Transporte escolar:
A escola é tão longe e não existe transporte para as crianças que vão andando sozinhos todos os dias quilômetros e quilômetros até a rede de ensino mais próxima. È fundamental o apoio dos pais para o comprometimento e a boa educação dos filhos.
A Prefeitura não podia disponibilizar uma condução escolar?
Correios:
As cartas dos moradores daqui ficam nos Correios de São Francisco, mais ou menos 2,5 km. Nem o correio você tem direito! Todas as cartas da comunidade possuem o mesmo endereço ( Estrada Nossa Senhora de Lourdes, 303 ), aí lá a gente apresenta a identidade, apesar de ser sem necessidade, porque os funcionários já nos conhecem. Solicitamos aos correios que fosse colocada uma caixa de correspondência aqui em cima, mas não tivemos retorno.
A comunidade é limpa e organizada, mas a falta de saneamento atrapalha
Lixo X Conscientização Ambiental:
Antes o pessoal jogava o lixo na rua. Agora com um trabalho sério de conscientização ambiental que venho fazendo ao longo desses 5 anos, você se depara com isso: As ruas limpas, trazendo maior qualidade de vida. Não temos coleta de lixo, nem caçambas. Carregamos nosso lixo nas mãos até a sede da Guarda Municipal Florestal que fica uns dez minutos de caminhada. Aqui moram senhoras e senhores que passam por este transtorno todos os dias.
Acesso:
O acesso é terrível e não custaria quase nada a prefeitura asfaltar 50 m de chão. A única parte do caminho concretado existente foi feita por nós, arrecadando material através de festas organizadas na comunidade. Aliás trajeto esse que se encontra destruído pela falta de manutenção e chuvas.
Isso facilitaria até o caminhão da Clin a ter acesso.
Emprego, renda e turismo:
Um exemplo de abandono, um pólo de emprego e turismo seria aquele hotel. Se ativado geraria emprego para todos os moradores locais e muito mais. Aqui não mora vagabundo! Eu tenho um amigo chamado Marco Antonio que juntos fizemos alguns projetos que ainda não saíram do papel, tipo; pesque e pague ( por já existir uma barragem que está abandonada ), cavalos com charretes, passeio ecológico com guias turisticos da região, tem o horto, resgate de para-pentes com equipamento de segurança adequados, botando a garotada que vive aqui para trabalhar e não ficar de cabeça vazia, afinal eles conhecem a mata toda mais do que ninguém. Mas isso tem de vir através de parcerias com a prefeitura. Por exemplo, no pesque e pague os engenheiros poderiam dar uma assistência em relação aos projetos estruturais.
O Presidente com a juventude do lugar. Um trabalho de muito diálogo e coinscientização
Irregularidade:
Nossa intenção é viver regularizado, pagando as contas, IPTU, é lógico em suas proporções porque somos humildes, como vocês podem ver. Aqui é mata fechada cara, só tem casa e mato. A gente não quer destruir nada. Nossa intenção é preservar ao máximo, pois moramos e criamos nossos filhos aqui.
Saúde:
Atendimento médico só no posto de saúde do Preventório ou em Jurujuba que é muito longe. E porque não visitas periódicas do médico de família? Acho que também temos o direito, afinal, somos seres humanos.
Água, luz e saneamento:
A água é de poço, cada um faz o seu. Agora olha que absurdo, a gente tem um processo contra a Ampla pra ter luz, se fossemos safados continuaríamos no gato, que não paga nada! A gente não tem o direito de ter luz? Como é que pode isso? Saneamento não existe, o esgoto de todos vai parar na rua.
Poxa, queremos ser igual a todo mundo!
Cada casa tem seu poço
Gostaria de acrescentar alguma coisa?
O jornal UNITERÓI foi o primeiro veículo de comunicação que veio escutar o outro lado da moeda, porque os outros só meteram pau. A gente não quer ser clandestino e às vezes saem reportagens em determinados jornais falando que somos invasores, que desmatamos tudo e não é verdade. Preferem nos taxar de favelados e invasores à participar com a gente nessa luta. A prefeitura não procura a gente pra nada e não queremos ser considerados uns excluídos. Já fui inúmeras vezes lá e não recebemos nenhuma visita deles aqui. Não queremos problemas e sim soluções. Já estive várias vezes conversando com o Secretário de Meio Ambiente Jefferson e nada!
A tranqüilidade e a proximidade da natureza é realmente inacreditável. Parece que estamos em outro Mundo. Só queremos melhorar a qualidade de vida das pessoas e se conseguirmos melhorar dez per cento já é uma grande vitória para todos da Comunidade do Sítio da Aldeia. O resto a gente corre atrás.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
COMUNIDADE SÍTIO DA ALDEIA 1° PARTE
ESTRADA PARA CHEGAR NA COMUNIDADE SÍTIO DA ALDEIA
Tudo parece perfeito, até subirmos a Estrada Nossa Senhora de Lurdes. Em um pequeno desvio que tem chegando ao posto da guarda municipal (Inspetoria Ambiental) entramos em uma estrada de Chão que leva a comunidade Sítio da Aldeia.
Embora tendo uma história de quase 50 anos, estando lá antes mesmo do mirante, eles tem seus direitos básicos negados pela prefeitura que prefere vê-los como invasores. Não existe médico de família ou qualquer projeto social. O esgoto passa pela rua, sem nenhum tipo de tratamento existente e para chegar, os moradores, muitos idosos e crianças, têm de enfrentar uma subida de mais de 40 minutos a pé, sem contar a estrada de chão. Na verdade o problema começa na própria guarda, sem efetivo satisfatório para vigiar toda área que é responsável e completamente desequipada, não possui ao menos um veículo para fazer rondas no local.
PLACA DO POSTO DA GUARDA NA ENTRADA DA ESTRADA DE CHÃO
Tivemos oportunidade de conversar com o líder comunitário local, Eduardo Moreira de Souza ( 33 ), morador do Sítio da Aldeia há vinte e quatro anos. Eduardo está no 6° período da faculdade de fisioterapia e acredita que os argumentos usados pela Prefeitura para impedir o acesso da comunidade a recursos como luz, por exemplo, não são válidos. “A Ampla nos informou que estamos fora da área de reserva, mas a Prefeitura diz que estamos dentro. Eles alegam que se botar luz vai virar favela, mas não é do nosso interesse que isso aqui cresça. São 26 casas, algo próximo a 90 pessoas. A maioria que mora aqui é da mesma família. Uma casa não nasce assim da noite para o dia. Não chegamos ontem. Podiam cadastrar os moradores. O posto da guarda fica aqui na porta, é só controlar a entrada de material que não se constrói mais casas.O que queremos é simples. Se você ver, aqui é tudo mata fechada, os micos e os pássaros passeiam tranquilamente pelas árvores. Ninguém fica devastando o lugar. Não queremos viver na clandestinidade. Queremos participar como todo mundo”
CHEGADA NA COMUNIDADE
Antônio da Silva Moreira, considerado o grande patriarca de todos dali, foi o primeiro a chegar. Tio de Eduardo ficou encantado com o contato com a natureza e pretende nunca abandonar o lugar em que viveu praticamente meio século. Os mais jovens também tem muito carinho pelo Sítio e todos os dias reúnem-se para jogar futebol por volta das 17:00 hs. Eduardo, pelo menos uma vez por semana participa do jogo, aproveitando a oportunidade para conversar e ver como estão indo na escola. Apesar de toda a dificuldade e da distância que tem de vencer, o Líder nos conta com orgulho que todos estão indo bem nos estudos e que reconhecem sua importância para o futuro.
O ESGOTO - UM PROBLEMA COMUM A MUITAS DAS COMUNIDADES EM QUE VISITAMOS
