sexta-feira, 16 de maio de 2008

VC AINDA PODE AJUDAR


A CAMPANHA DO LIVRO VAI ATÉ O DIA 31 DESSE MÊS. VOCÊ AINDA PODE AJUDAR. NÃO PERCA ESSA CHANCE DE SER SOLIDARIO. O MUNDO PRECISA DE VOCÊ.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O povo e a leitura

Por: Winter Bastos

O Brasil inteiro tem cerca de mil e duzentas livrarias, menos que Buenos Aires sozinha, quando o índice da UNESCO para países com a nossa população recomenda pelo menos 17 mil. Os livros são caros e o governo finge incentivar a leitura apoiando eventos elitistas como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro (da última vez só a entrada custou R$10 e o acesso de ônibus foi dificílimo para quem não mora na Barra da Tijuca). As bibliotecas públicas são apenas duas mil e oitocentas no país todo. Conseqüentemente o índice de leitura no Brasil não excede o percentual de 0,9 livro/ano por pessoa; o patrimônio vocabular médio do jovem mal chega a trezentas palavras; somente 24% dos brasileiros alfabetizados são capazes de ler e entender um livro na sua totalidade.

Por essas e outras, se torna essencial a criação de centros de cultura comunitários. Se todas as comunidades e bairros populares tivessem uma biblioteca – por menor que fosse – o hábito de leitura iria se proliferar e as pessoas desenvolveriam suas potencialidades intelectuais e artísticas.

Reflexão e pensamento crítico sempre são estimulados por bons livros. Como ter acesso a estes, hoje, sem despender muito dinheiro? Uma forma seria através das já citadas bibliotecas; outra seria recorrer a sebos.

Sebos são lojas de livros usados. Em tais estabelecimentos podem-se encontrar títulos esgotados com preços acessíveis e até livros de apenas R$1. Mas muitos trabalhadores e estudantes deixam de aproveitar tais vantagens por simplesmente desconhecê-las.

Em Niterói (RJ) existem mais de 10 sebos, dentre os quais é destaque a Livraria Ideal (2620-7361) – que em março de 2008 completou impressionantes 73 anos de presença no mercado de livros. Há também: Livraria Caminho (2721-0402), Toda prosa (9673-5378), Universo do Livro (2721-0112), Só Letrando (2613-0720), etc.

BATIZADO DA ESCOLA DE SAMBA DA GROTA "O BEM AMADO" - AGUARDEM O FILME - POR FABIO DA SILVA BARBOSA & LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS


POR: FABIO DA SILVA BARBOSA & LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS



terça-feira, 13 de maio de 2008

BLACK POWER - A UNIÃO DA COMUNIDADE NEGRA

POR: FABIO DA SILVA BARBOSA
Surgido nos anos 60, o Partido Pantera Negra para Auto-Defesa, tinha como objetivo inicial patrulhar os guetos onde a comunidade negra vivia e era constantemente abordada com brutalidade pela polícia americana. Mais tarde passou a se chamar Partido dos Panteras Negras e assumiu uma postura revolucionária. Em seu auge, ainda nos anos 60, tinha mais de dois mil militantes. Sua luta pelos direitos dos negros e por compensações por anos de exploração branca incomodou a chamada América Branca, que reagiu prendendo vários de seus membros. A pressão exercida sobre o grupo foi tanta que conseguiram por fim dissolve-los. Sua marca está até hoje gravada na luta negra por dignidade.

FOTO DE UMA MANIFESTAÇÃO DOS PANTERAS RETIRADA DA INTERNET

Mumia Abu-jamal foi integrante dos Panteras Negras. Depois de algum tempo foi ser jornalista na Filadelfia, onde ficou conhecido por seu programa de rádio "A Voz dos Sem Voz". Mumia foi condenado a morte nos anos 80 por ter matado um policial que espancava seu irmão. Depois de muitos protestos e abaixo assinados contra a sentença, tida como mais uma armação do poder americano contra os Panteras, outras audiencias ocorreram e várias irregularidades foram encontradas no processo de Mumia. Embora a justiça americana tente trata-lo como preso comum, é de conhecimento de todos sua situação como preso político. Atualmente Mumia aguarda por uma decisão que vai optar pela pena de morte ou converte-la em prisão perpétua.

Foto de mumia retirada da Wikipédia

MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O CASO:

cma-j.blogspot.com

http://www.freemumia.com/

http://www.mumia2000.org/

www.prisonradio.org/mumia.htm

http://www.abu-jamal-news.com/

segunda-feira, 12 de maio de 2008

CAMPANHA DO LIVRO

VOCÊ AINDA TEM UMA CHANCE DE FAZER A DIFERENÇA.
PARTICIPE.
ATÉ O FINAL DE MAIO NO PÁTIO DA UNIPLI OU PELOS TELEFONES DO CARTAZ A CAMPANHA DO LIVRO ESTARÁ RECOLHENDO MATERIAL PARA MONTAR BIBLIOTECAS INFANTIS EM COMUNIDADES CARENTES DE NITERÓI.
UM PEQUENO ATO PODE MUDAR O FUTURO.
DIA 21/05 APOIO A CAMPANHA COM MUITO FORRÓ DO GRANDE E ÚNICO MINISTÉRIO DO BAIÃO. PRESENÇA CONFIRMADA DO MINISTRO DO BAIÃO ZÉ DE MOHURA E DO CIGANO DO FORRÓ.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

COMUNIDADE NORDESTINA

O MINISTÉRIO DO BAIÃO TEM DUAS NOTÍCIAS PARA DAR. UMA BOA E OUTRA MELHOR AINDA.

1) A APRESENTAÇÃO EM APOIO A CAMPANHA DO LIVRO FOI TRANSFERIDA PARA O DIA 21/05. VAI SER IMPERDIVEL. MAIORES DETALHES PELOS TELEFONES: 21991521 / 91030101.
2) A PÁGINA DA COMUNIDADE, DO IMPRESSO UNITERÓI,DESTACA ESSA IMPORTANTE ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE NORDESTINA EM NITERÓI. EM BREVE POSTADA EM NOSSO BLOG.
FSB&LHPC

quinta-feira, 8 de maio de 2008

O poder da palavra

Por: Winter Bastos

Em "A Genealogia da Moral", Nietzsche afirma que a linguagem é "exteriorização da potência dos dominantes" e fundamenta esta idéia através da própria etimologia das palavras. Mesmo os conceitos de bem e bom teriam surgido de classes exploradoras que visavam caracterizar suas ações como positivas ("boas"). Segundo o filósofo, mau vem do latim malus (que deriva de melas, negro) e serviria para designar o homem plebeu de cor morena e cabelos pretos, do solo itálico. Em gaélico, a palavra fin, que significa "o bom", "o nobre", antigamente significava "o de cabelos louros" (celtas – dominantes – eram extremamente louros).

A linguagem seria o meio para dominadores imporem como positivo aquilo que eles têm de distintivo em relação aos demais. No livro "Poder e Domínio" (Rio de Janeiro: Ed. Achiamé, 2001), Fábio López López – baseando-se em Nietzsche – afirma que as classes exploradoras em todos os tempos criaram expressões e, através da linguagem, impuseram valores, transmitiram sua ideologia e consolidaram dominação.

Para driblar a opressão da palavra, é necessário desnudá-la: entender a gênese e o significado de provérbios e vocábulos; buscar definir os termos que utilizamos; conviver com a língua escrita, desenvolvendo hábitos de boa leitura. Só assim podemos escapar de dizer o que não queremos ou de aceitar o que é ruim para nós.

Muitos, porém, atuam no sentido de tornar a linguagem inebriante, nebulosa, enganadora, para, desta maneira, manter a população fascinada e ignorante. É o caso do chatíssimo jurista Rui Barbosa, do poeta parnasiano Olavo Bilac (com seus esteticismos vazios) e do prosador Coelho Neto (com intermináveis louvações aos poderosos).

Num caminho oposto, o libertário Lima Barreto (1881-1922) ironizava tanto os escritores "importantes" que usavam uma linguagem pomposa, quanto os leitores que se deixavam impressionar: "Quanto mais incompreensível é ela [a linguagem], mais admirado é o escritor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escrito" (BARRETO, Lima. "Os Bruzundangas". Rio de Janeiro: Editora Ática, 1998).

Em "Triste fim de Policarpo Quaresma", ao referir-se com ironia a um personagem pedante, lemos: "A sua sabedoria superior e seu título 'acadêmico' não podiam usar da mesma língua, dos mesmos modismos, da mesma sintaxe que esses poetastros e literatecos (...) O processo era simples: (...) invertia as orações, picava o período com vírgulas e substituía incomodar por molestar, ao redor por derredor, isto por esto, quão grande ou tão grande por quamanho, sarapintava tudo de ao invés, empós, e assim obtinha o seu estilo clássico que começava a causar admiração aos seus pares e ao público em geral".

Na escrita de outro autor revolucionário, Antônio Fraga (1916-1933), também há liberdade em relação a modelos pré-estabelecidos e maçantes. O mesmo se dá com o excelente contista João Antônio (1937-1996). Mas, antes de todos eles, esta escrita renovadora e comunicativa já tinha sido ensaiada por Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) no divertidíssimo romance "Memórias de um Sargento de Milícias" que pode ser facilmente encontrado em bibliotecas e sebos da cidade.

Leiam bastante, amigos, só assim a gente não embarca nas falácias dos "sabichões".