quarta-feira, 21 de maio de 2008

É HOJE


SHOW EM APOIO A CAMPANHA DO LIVRO NA UNIPLI, UNIDADE CENTRO, NITERÓI. A PARTIR DAS 18:00 HS. VAI SER IMPERDÍVEL. PARTICIPAÇÃO DO CIGANO DO FORRÓ E DO MINISTRO DO BAIÃO ZÉ DE MOHURA. MAIORES INFORMAÇÕES PELOS TELEFONES DO CARTAZ.

terça-feira, 20 de maio de 2008

NOSSOS COLABORADORES ESTÃO PRODUZINDO EM RITMO FRENÉTICO.

É isso aí rapaziada. Vamos quebrar tudo! Contamos com vocês.
DESMASCARANDO II
POR: ALEXANDRE MENDES

Às vezes você deve se perguntar por que a imagem de Jesus Cristo,nos livros e pinturas,é de um homem caucasiano,ou então quando vê um negro em destaque na sociedade,toma até um susto ou se impressiona. Mas afinal,de onde vem esse pensamento racista profundamente arraigado em nossa consciência? Na verdade,esse racismo vem dos ideais do colonizador europeu, que era cristianizar e organizar socialmente os povos colonizados, fazendo com que aceitassem(de forma pacífica ou não) a exploração de sua terra e trabalho. A consolidação do racismo etnocêntrico europeu, foi forjada na necessidade de se escrever "uma história para a nação", após a independência do Brasil, visando posteriormente o ensino desta nas escolas com o objetivo de conformar e delinear papéis na sociedade.
Atualmente,o que vemos no ensino é o desenvolvimento de tal técnica. As escolas públicas são fracas,porém há um fortalecimento no ensino profissionalizante, de baixo custo ou até gratuito. Isto é, "eles" querem que o pobre (a maioria negra ou mestiça) seja no máximo o "técnico",mas raramente o "doutor". Em contrapartida,as escolas particulares buscam preparar os alunos (a maioria branca) de forma que alcancem com facilidade o emprego, ou lugar de destaque na hierarquia social (que é visto como seu por direito).
A democratização do ensino é lenta. Só a implementação da história da África e do índio nos programas escolares ainda é pouco. O que faz falta são escolas de cunho anarquista e independente, como as Escolas modernas, inspiradas em Ferrer y guardia, do início do século. Infelizmente, podemos afirmar que o ensino democrático ainda é uma utopia...


A opressão à mulher

Por: Winter Bastos

Hoje em algumas organizações que se dizem de cunho revolucionário, questões relativas à emancipação feminina são tidas como secundárias. Primeiro seria preciso resolver assuntos ditos mais urgentes, relacionados sobretudo à esfera econômica. Tal visão é tributária do marxismo, que reconhece todas as demais relações de poder na sociedade como mero reflexo da estrutura econômica. Daí se conclui que, uma vez alcançada a coletivização absoluta dos bens, com o aniquilamento da propriedade privada, as demais questões que afligem o povo – machismo, racismo, homofobia (discriminação a homossexuais) – se resolveriam como que magicamente.

Na verdade, tal posicionamento esconde um mal disfarçado menosprezo por temas que não atingem diretamente àqueles que ditam os tais assuntos prioritários na agenda revolucionária. Ora, é obvio que não continuariam se engajando em lutas tidas como importantes, negligenciando questões "pequenas", se estas os ferissem continuamente. É fácil considerar secundário o preconceito contra alguém que não sou eu.

As mulheres, no entanto, insistem em levantar tais questões "secundárias", afinal é nas costas delas que o açoite do machismo se abate; pouco lhes importa que os demais açoites devam cessar primeiro, segundo dita a ortodoxia "revolucionária".

Não raro, as mulheres acabam sendo tachadas de pequeno-burguesas por sua insistência em tratar de "pequenas" questões cotidianas. Chamar uma mulher de burguesa por ela se preocupar com a divisão do trabalho doméstico, ou liberdade para namorar sem a repressão paterna, é pura opressão machista travestida de radicalismo revolucionário. Tal comportamento é compreensível nas fileiras marxistas, já que nelas a revolução é concebida por etapas: primeiro o mais importante, depois o secundário. Assim o marxismo entende que primeiro deve haver a ditadura do proletariado que garantiria o essencial a todos: moradia, alimentação, saúde, educação. Depois o Estado iria – paulatinamente – incorporando os indivíduos aos aparelhos estatais, concedendo mais e mais poder decisório a um número crescente de pessoas. Assim um dia todos se tornariam parte do governo e desta forma deixariam de existir governantes e governados: todos seriam líderes e ninguém seria súdito. Dentro desta lógica – que aliás nunca se verificou na prática –, a mulher também deixaria de ser súdita.

Isso é bem diferente no Anarquismo (se você não conhece esse movimento político, informe-se em http://www.farj.org/). No meio anarquista – eu dizia -, é entendido que não pode haver etapas na revolução. Ela é algo para já. Em um conhecido aforismo, o escritor checo Franz Kafka (1883-1924) escrevera: "Há um local de destino mas não há caminho que nos leve até ele. O que chamamos de caminho é apenas indecisão". Não existem questões prioritárias e secundárias, há problemas que parecem mais ou menos importantes a umas ou a outras pessoas. Todos devem ser considerados e levados a termo.

Não basta, porém, a abolição formal da dominação masculina. Num ambiente militar, por exemplo, onde as relações de poder oficialmente se baseiam em patentes hierárquicas bem definidas, o machismo as transgride impunemente a despeito dos regulamentos formais. Vê-se, em festividades de ambientes militares, tenentes médicas se apressarem a cobrir e pôr quitutes sobre as mesas, enquanto sargentos e cabos conversam despreocupados, com a maior naturalidade, aguardando ociosos o início do evento.

De modo análogo, numa comunidade pretensamente livre cujos estatutos estabelecessem formalmente a abolição de hierarquias, o machismo poderia perdurar em relações cotidianas.

Hoje, mesmo no seio da repressora sociedade capitalista, temos que lançar a semente libertária que consiste na busca em vivermos da maneira mais anárquica possível desde já.

A opressão da mulher é enorme e ao mesmo tempo quase invisível. Ela consiste em uma série de maneiras de agir e pensar profundamente enraizadas em nossos corações e mentes. As questões de gênero parecem obvias, naturais, dadas. É como se sempre o homem e a mulher houvessem tido exatamente o mesmo papel que têm hoje. No livro A Dominação Masculina (Rio de Janeiro: Ed. Bertrand Brasil, 1999), Pierre Bourdieu atenta para o fato de que a divisão de gêneros, e de papéis entre eles, parece ser algo fora da história, algo inerente à ordem do mundo, imutável e universal. Lê-se na página 17:

"A divisão entre os sexos parece estar 'na ordem das coisas', como se diz por vezes para falar do que é normal, natural, a ponto de ser inevitável: ela está presente, ao mesmo tempo, em estado objetivado nas coisas (...), em todo o mundo social e, em estado incorporado, nos corpos e nos habitus dos agentes, funcionando como sistemas de esquemas de percepção, de pensamento e de ação."

Porém Bourdieu constata que os papéis que homens e mulheres adquirem, dentro de sociedades, não são uniformes, nem imutáveis, mas apenas visam a aparecer dessa forma, se naturalizar, como se fossem universais e existentes desde sempre: "aquilo que na história aparece como eterno não é mais que o produto de um trabalho de eternização que compete a instituições interligadas tais como a família, a igreja, a escola e também, em uma outra ordem, o esporte e o jornalismo..." (p.6).

A construção da masculinidade moderna estava fortemente ligada a nova sociedade burguesa que se consolidava no fim do século XVIII. Foi aí que os principais estereótipos da masculinidade como conhecemos hoje realmente surgiram.

Os modelos de masculino variam de lugar para lugar e de grupo para grupo, porém pode-se dizer que eles comumente estão ligados ao patriotismo, ao civismo, à honradez. O estereótipo da masculinidade moderna – sobretudo européia e norte-americana – engloba ousadia, autocontrole, coragem, bom-senso e ponderação.

Dentro deste prisma, enquanto a mulher é tachada de consumista, desequilibrada, irresponsável, impulsiva, guiada por instintos, o homem seria caracterizado como econômico, prudente, trabalhador, provedor do lar.

Ao sexo masculino seria reservada a vida pública, enquanto a mulher estaria naturalmente destinada à esfera privada: lar, filhos, família.

Em princípio não há que se condenar um casal em que a mulher tenha optado por cuidar dos afazeres domésticos enquanto o homem trabalha na rua. Porém considerar que tal estrutura é natural e obrigatória é algo profundamente pernicioso. Este tipo de estruturação da vida familiar foi tão naturalizado e introjetado nas pessoas que hoje é exigido também da mulher que trabalha fora que cuide sozinha da casa e dos filhos – tarefas "naturalmente" femininas. Quando essa dupla jornada de trabalho se torna demasiado extenuante, as famílias que não obrigam a mulher a abandonar seu emprego externo, para se dedicar ao seu "papel natural" no lar, optam por contratar uma empregada (notem: uma empregada, não um empregado). Assim o marido "progressista" de classe média julga resolver o problema da dupla jornada da esposa livrando-a do serviço doméstico. Mas nos cabe indagar: e a empregada doméstica? Ela trabalhará fora o dia inteiro, depois terá que cuidar sozinha da própria casa, afinal isto é trabalho de mulher, ou não?

Pois bem, não é atividade de mulher nem de homem. Não há nada na natureza ou no cosmos que determine qual deve ser o trabalho ou a conduta masculina ou feminina. Todas as formulações que buscam fundamentar uma moral para o homem e outra para a mulher não passam de construções teóricas que tentam naturalizar e eternizar um modelo conveniente às estruturas sociais dominantes.

Diz-se, por exemplo – sobretudo no contexto latino-americano –, que o homem seria naturalmente propenso ao adultério e que reprimi-lo por essa prática seria uma agressão à sua masculinidade. Em contrapartida a mulher seria monogâmica por natureza e aquelas que transgredissem esta regra o estariam fazendo por falha de caráter. Chega-se a formular justificativas biológicas para isso. Os homens, por serem dotados de milhões de espermatozóides, seriam propensos a distribuí-los a uma grande quantidade de mulheres, pois estas só produzem um óvulo por mês. Quando se quer criar coelhos, por exemplo, é aconselhável deixar o mesmo macho com várias fêmeas para rápido aumento da criação. O fato é que não somos coelhos ou preás – pretendemos ser seres humanos – e nosso objetivo como sociedade não é fecundar o maior número de fêmeas possível. Seria bem fácil criar alguma teoria de cunho biológico que "provasse" que o homem deveria ser casto, enquanto à mulher caberia ter vários parceiros. Basta pensar, por exemplo, que é possível a mulheres manterem 30 relações sexuais por dia enquanto o homem estaria "naturalmente" destinado a uma vida sexual menos agitada, por limitações de ordem biológica.

A mentalidade machista que perpassa toda a sociedade, mesmo sem percebermos, contamina nosso cotidiano e traz graves conseqüências.

Uma filha adolescente dormindo até tarde é algo que fere de forma irracional a mãe de família que encara com naturalidade o pai roncar até meio-dia recendendo à cerveja. Quando o pai sai do quarto, vestido apenas com o calção do pijama, se queixando da ressaca, a primeira coisa que pergunta é: "Essa menina ainda está dormindo?". A mãe suspira como que lamentando a filha indolente que tem. Se, acordada pelos pais, a jovem sai do quarto só de camisola, será certamente acusada de falta de compostura. É, de fato, insuportável a uma família constituída nos moldes burgueses ver uma adolescente dormir, andar de camisola, comer, sair com namorados...

Já o filho – apesar de também ser, até certo ponto, considerado propriedade dos pais – é incentivado à vida pública: sair, beber, dirigir, ter amigos e, sobretudo, mulheres. Ele não deve ter propriamente uma namorada; quanto mais efêmeras e numerosas suas ligações amorosas, mais felizes os pais ficam.

Na sala, deitado, um rapaz pede à irmã que lhe prepare um sanduíche. Se a irmã lhe responde que o faça ele mesmo, a mãe intervém chamando-a de preguiçosa e indo ela mesma preparar o lanche do filho (trabalho doméstico, "natural" da mulher). Depois de uma cena familiar deste tipo, normalmente se passa o resto do dia falando mal da jovem, chamando-a de egoísta e imprestável. Seria, porém, inconcebível que a moça pedisse ao irmão que lhe preparasse comida ou fizesse qualquer favor doméstico.

Numa família muito pobre, tal tipo de opressão pode trazer conseqüências devastadoras para a mulher. A filha mais velha pode, por exemplo, ser forçada a ficar em casa cuidando da mais nova enquanto o irmão vai à escola. A filha dedicada o que ganha? Ignorância e escravidão doméstica. A ela restará a esperança de que talvez um dia venha a ser resgatada de sua triste realidade por algum príncipe encantado que a leve a algum bonito castelo. Até lá permanece sofrendo, beijando mais e mais sapos, esperando que algum deles se torne príncipe. Um dia engravida, leva uma surra em casa, é posta na rua, sem lar, instrução ou trabalho. É grande a possibilidade de se tornar prostituta e vir a servir ao rapaz de classe média que exigia, da irmã, um sanduíche. Ele se sentirá feliz em encontrar alguém que o sirva sem restrições, mas no fundo a considerará uma preguiçosa como a irmã, caracterizando-a como mulher de vida fácil.
Nenhuma mulher tem vida fácil sob o capitalismo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Comunidade nordestina se organiza no Ministério do Baião em Niterói.

Texto: Fabio da Silva Barbosa e Luiz Henrique Peixoto Caldas
Fotos: Fabio da Silva Barbosa, Luiz Henrique Peixoto Caldas
e o fotógrafo convidado, Sérvulo Augusto.
O MINISTRO E OS REPÓRTERES DO BAIÃO
A cidade de Niterói sempre foi conhecida por sua intensa atividade cultural e por ser celeiro de nomes consagrados no meio artístico como Baby do Brasil e Paulo Roberto Chumbinho, baixista que acompanhou Tim Maia durante anos na banda Vitória Régia. Agora, que a face cultural da cidade parecia estar adormecida, nasce um movimento que não para de crescer. Oriundo da comunidade nordestina que vive na região, o Ministério do Baião está se erguendo sob as bases sólidas da cultura e história do nordeste brasileiro.
O CAFÉ DA MANHÃ NORDESTINO ACONTECE REGADO A MUITO FORRÓ, CULTURA E ANIMAÇÃO.

Quem comanda tudo é o Excelentíssimo Ministro do Baião, Zé de Mohura, que produz eventos de peso, como o já tradicional Café da Manhã Nordestino. O Café acontece quinzenalmente aos domingos no Bar do Paulinho, cujo proprietário recebeu a comenda Marques da Gastronomia do próprio Ministro Zé de Mohura. Os títulos são distribuídos de acordo com a função de cada um nos trabalhos elaborados pelo Ministério. Além do café com rapadura, da tapioca e das outras comidas típicas que ficam sobre uma grande mesa, a presença do Cigano do Forró mantém o ambiente animado com muita música, completando o evento que se chama Domingueira Show. O bar se localiza na esquina da Rua Professor Otacílio com Vereador Duque Estrada, em Santa Rosa e segundo os planos do Ministro, será o Centro de Cultura e Tradições Nordestinas.
Outro evento que já está fazendo parte da agenda do ministério são as apresentações em escolas e faculdades. No mês de Abril se apresentaram na Escola Estadual Nossa Senhora Auxiliadora e em Março no Centro Universitário Plínio Leite, apoiando a campanha do livro que visa montar uma biblioteca infantil em uma comunidade carente de Niterói.
Seu livro “Aquarela do Nordeste” está na segunda edição e pode ser considerada a pura literatura de cordel. São 27 páginas com versos que citam grandes nomes, como Lampião, Paulinho Mohura (Marques da Gastronomia), Severino (Amigo das Comunidades), Padre Cícero e até uma “Apologia ao Jumento”. Os livros podem ser encontrados no Bar do Paulinho ou pelos telefones 8835-6067 e 9121-5915.

De Luiz Gonzaga a Zé de Mohura



Zé de Mohura, nascido no município de Umbuzeiro na Paraíba, completou 63 anos no ultimo mês de Março. Foi lavrador e pecuarista na sua terra. Aos 15 anos já tocava em festas locais. No final dos anos 60 foi considerado um ícone do baião, por toda região do Cariri.
Veio para o Rio nos anos 80, onde trabalhou na construção civil. Passado algum tempo, ganhou a vida como porteiro e zelador. Ainda em 80 criou um grupo de forró chamado “Forró do Povo”, apresentando até a década de 90 os melhores sanfoneiros e “cantadores” da época. Atualmente, criou o grupo “Os Menestréis do Baião” e abandonou um pouco a sanfona e o canto para se dedicar à organização do Ministério, a fazer versos, e a divulgar o grupo, que presta homenagem a Luiz Gonzaga, considerado como o melhor astro do século XX no gênero. “Rapaz, Luiz Gonzaga foi precursor e eu sou o difusor. É nisso que me especializei. Na dança, no verso falado... na difusão. Eu apresento e represento minha cultura.” Explica Zé.
Como sempre participou ativamente da história cultural de seu povo, se aprofundando em suas raízes e riquezas, decidiu que a grande Comunidade Nordestina que habita as diversas comunidades existentes em Niterói, deveria se unir para não deixar morrer seus costumes. “Estamos divulgando a verdadeira cultura, não tem nada a ver com isso que está acontecendo por aí. O povo está precisando de categoria e nós vamos levar um forró de categoria até eles.” Se emociona o Ministro.

O MINISTRO APRESENTA O CD E O DVD

A plataforma se apóia na música, na gastronomia, no turismo e na poesia. A música é representada principalmente por Proviete e o Cigano do Forró, que estão entre os melhores sanfoneiros da atualidade. A gastronomia é representada pelo seu Marques, Paulinho Mohura. O turismo ainda está em construção, mas já tem suas diretrizes traçadas. A poesia fica por conta do Ministro que acaba por contribuir em todos os demais campos de atuação.
Um CD e um DVD estão em andamento, fazendo parte do projeto “Sua Majestade o Baião – De Luiz Gonzaga a Zé de Mohura”, que irá abranger um público maior por ser lançado na grande mídia. No CD o Ministro irá expor o primeiro Baião do século XXI, “Baião do Ratinho”. O DVD irá registrar o Dia a Dia do Ministério. Será um documentário de aproximadamente uma hora passando pela história, pelos eventos e acima de tudo, será um material pronto para imortalizar um homem que acreditou em seu ideal, transformando sonho em realidade.

O Ministro do Baião: Zé de Mohura.



Comunidade: Fale um pouco sobre o Ministério.

Zé de Mohura: Em primeiro lugar gostaria de agradecer a presença dos meus amigos “Os Repórteres do Baião”; Rick e Fabinho. Gostaria também de agradecer ao nosso amigo correligionário Cérvulo Augusto. O Ministério é a verdadeira integração dessa comunidade maravilhosa, que é a Nordestina. É à volta e o novo baião. O Baião do século XXI. É um trabalho que está sendo divulgado em âmbito regional, mas que irá se elevar a nacional. Não é mesmo senhores Repórteres?

Comunidade: Claro Ministro. E os projetos futuros?

Zé de Mohura: Na verdade o projeto é tão grandioso que não cabe em um projeto. Ele se apóia em uma plataforma. Esse é o nosso caso. A plataforma se apóia na música, na gastronomia, no turismo e na poesia. O que futuramente vai levar a música a frente vai ser o grupo “Os Menestréis do Baião” que ainda não está pronto de fato. Já temos os sanfoneiros e os espetáculos, mas quando esse grupo estiver definitivamente fechado poderemos ir além da onde estamos indo. Serão os percussores do novo baião.

Comunidade: De todas as bases da plataforma o turismo é a única que ainda não foi posta em prática. Por quê?

Zé de Mohura: Nosso trabalho é um trabalho sério. Não podemos fazer as coisas de qualquer jeito. Algumas coisas dependem um pouco mais de tempo. Mas os contatos já estão sendo feitos. Antes do que se espera essa ultima base irá se concretizar, como as outras se concretizaram. Acredito que daqui a 1 ou 2 anos já estaremos indo para o Nordeste e depois vamos apresentar nosso trabalho em Portugal. O negócio é avançar. Estamos vivendo a globalização e a globalização não é local. Ela é universal. Vamos levar nossa cultura aonde for possível.

Comunidade: O senhor sempre fala com muita seriedade do seu trabalho, mas é uma pessoa sempre à vontade e tranqüila. Como consegue associar os dois extremos? O rir e o sério?

Zé de Mohura: Nós estamos botando para quebrar. Estamos brincando em serviço. Se divertindo enquanto trabalha. E isso não é para qualquer um.

Comunidade: É por isso que o seu trabalho está dando certo.

Zé de Mohura: E vai dar certo mesmo. Porque trabalhar se divertindo não é uma questão só de virtude, mas de capacidade também. E quem vai julgar esse trabalho é o povo. Não existe analista melhor que o povo.

Comunidade: E o que o povo pode esperar do CD?

Zé de Mohura: Boa música nós temos. Graças a Deus.

Comunidade: Tem o DVD também.

Zé de Mohura: O DVD é um trabalho de juntar uma colcha de retalhos. Estamos acabando de juntar a colcha para nos cobrir. Assim que ficar pronto vamos colocar junto do CD para vender em tabuleiros nas feiras.

Comunidade: E o Café Nordestino?

Zé de Mohura: O Café Nordestino é isso aqui que vocês estão vendo. É um encontro de amigos que se encontra para aproveitar um café com rapadura e as especiarias do Nordeste. O aroma e o sabor regional. Ta aí. Se quiser aproveitar... Depois da cerveja toma o café.

Comunidade: Então faz um improviso para fechar essa matéria.

Zé de Mohura: Vou falar sobre o Nordeste.
Quero falar sobre o Nordeste.
Saldar a nossa classe nordestina.
O povo da Paraíba, João Pessoa e Campinas.
O Rio Grande do Norte
terra de caboclo forte.
Nossa terra potiguarina


Projetos Comunidade

Campanha do Livro

O Projeto Comunidade, que já extravasou os limites dessa página está empenhado em montar bibliotecas infantis em comunidades carentes de Niterói. Para isso precisamos de sua ajuda. Deposite nas caixas de coleta no Centro Universitário Plínio Leite um livro que derrepente está esquecido em sua casa, ou que pode ser adquirido em um sebo qualquer por uma quantia que muitas vezes não chega a R$ 1,00. É um pequeno sacrifício que você vai fazer por uma grande causa.
Faça sua parte. É muito fácil reclamar da situação de nossas crianças, mas é muito mais fácil ajudar. Contamos com todos vocês.
Telefones para contato: 2199-1521 ou 9103-0101
Apoio: Curso de Comunicação Social UNIPLI
Coordenação: Marcos Bonetti
(colocar cartaz da campanha)

Rádio Comunitária

O Projeto comunidade com o apoio do professor e coordenador do curso de Comunicação Social da UNIPLI, Marco Bonetti, está se empenhando para montar uma Rádio Comunitária na comunidade Alarico de Souza em Santa Rosa. O projeto poderá se converter em projeto de extensão da faculdade e já conta com o apoio e integração dos moradores e lideranças locais que aguardam ansiosos pela chegada do evento, já que lá o único projeto existente é a escolinha de futebol, feita pela própria comunidade.
A rádio trará inúmeros benefícios ao lugar já que eles não têm um veículo para divulgar seus acontecimentos e reuniões. Aulas de rádio jornalismo serão administradas dando plenas condições dos próprios moradores executarem seus programas.
Vamos torcer para que tudo de certo. A comunidade agradece.

Aulas de Jornalismo

As comunidades que estiverem interessadas em receber aulas sobre jornalismo e até confeccionar seu próprio jornal é só entrar em contato pelo e-mail comunidadeeditoria@yahoo.com.br . Estamos aguardando.

Conheça nossos projetos na internet

Nosso endereço na web é comunidadeeditoria.blogspot.com . Temos também nosso profile e nossa comunidade no Orkut. Participe. Sua comunidade pode entrar no ar.
DIA 21/05 NÃO PERCAM O SENSACIONAL SHOW DE APOIO A CAMPANHA DO LIVRO COM O MINISTÉRIO DO BAIÃO NO CENTRO UNIVERSITÁRIO PLINIO LEITE DAS 18 AS 19 HORAS. SERÁ UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA. ISSO PODEMOS GARANTIR.

domingo, 18 de maio de 2008

UM NOVO ANTIGO MILITANTE

QUEREMOS DAR AS BOAS VINDAS A ALEXANDRE MENDES, QUE AGORA INTEGRA NOSSO QUADRO DE INCONFORMADOS LUTANDO POR UM MUNDO MELHOR. ALEXANDRE FOI PEÇA FUNDAMENTAL NO MOVIMENTO PUNK ANARQUISTA DE NITERÓI NOS ANOS 90. NESSA ÉPOCA, EM QUE ELE JÁ ATUAVA NA LUTA SOCIAL ATIVAMENTE, ERA CONHECIDO PELO CODINOME LIXO, SINAL DA ADERÊNCIA TOTAL A CONTRA CULTURA. HOJE ELE AINDA SE REBELA CONTRA AS INJUSTIÇAS DO MUNDO, MOSTRANDO QUE A REBELDIA NÃO É UMA FASE PASSAGEIRA. AFINAL, COMO JÁ DIZIA O LOBOTOMIA "SÓ OS MORTOS NÃO RECLAMAM"
SALVE ALEXANDRE,
NOSSO NOVO ANTIGO MILITANTE
E AGORA TAMBÉM HISTORIADOR.
(FSB&LHPC)

DESMASCARANDO

Por: Alexandre Mendes

Vivemos atualmente EM uma sociedade na qual o medo e a incerteza são dois sentimentos cotidianos.Aquele que tem seu trabalho,normalmente aceita todas as imposições do empregador.As frases de efeito para essas situações são comuns:"Segura seu emprego que está difícil lá fora!" ou "Tem até gente formada fazendo concurso para gari" e etc.O grande causador deste mal estar psicológico usa a máscara da mídia alienadora e conformista.
O controle da opinião pública com o objetivo de impôr as regras ao povo é uma prática desde as primeiras civilizações.Na Grécia(séc.VI),os professores da arte retórica ou sofistas,inicialmente induziam o povo ao voto com seus discursos.Era a aristocracia grega e consequentemente viviam no ócio,diferente do povo,que por exercer o fardo pesado do trabalho,não tinham tempo para organizar seu raciocínio mediante os discursos bombásticos da elite.
Já na Revolução Francesa (1789), a burguesia revoltada pelo custo dos impostos vai articular a queda da monarquia,baseando-se no Iluminismo,idéia precursora do Liberalismo capitalista.Logo tratam de usar o povo,dizendo-se iguais,até que quando conseguem tomar o poder demonstram sua verdadeira idéia em relação ao povo: O estabelecimento de uma igualdade jurídica, mas não social. Dois acontecimentos históricos, em tempos absolutamente diferentes, que podemos observar em seus distintos momentos apenas um aspecto em comum: A dominação do povo através da propaganda de uma idéia que antes de ser aprovada pela maioria,parece perfeita.
Esse poder de controle se desenvolveu e atualmente no sistema capitalista é utilizado pelos grandes empresários e políticos (latifundiários e corruptos) que se interligam formando um conluio explorador da classe trabalhadora.Porém o trabalhador não percebe que está sendo explorado cada vez mais: A Imprensa,com suas matérias sensacionalistas e dinâmicas,impedem o trabalhador de raciocinar sobre si próprio. A Imprensa apoia a elite. A Imprensa é da elite.Portanto,se faz necessário o desenvolvimento de uma Imprensa desligada do aparelho Estatal e da classe empresarial.
Não deixemos que os mártires da luta contra a ditadura (Um dos objetivos foi a liberdade de Imprensa) tenham morrido em vão. A Imprensa deve ser livre para conscientizar o povo de sua situação

sexta-feira, 16 de maio de 2008

VC AINDA PODE AJUDAR


A CAMPANHA DO LIVRO VAI ATÉ O DIA 31 DESSE MÊS. VOCÊ AINDA PODE AJUDAR. NÃO PERCA ESSA CHANCE DE SER SOLIDARIO. O MUNDO PRECISA DE VOCÊ.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O povo e a leitura

Por: Winter Bastos

O Brasil inteiro tem cerca de mil e duzentas livrarias, menos que Buenos Aires sozinha, quando o índice da UNESCO para países com a nossa população recomenda pelo menos 17 mil. Os livros são caros e o governo finge incentivar a leitura apoiando eventos elitistas como a Bienal do Livro do Rio de Janeiro (da última vez só a entrada custou R$10 e o acesso de ônibus foi dificílimo para quem não mora na Barra da Tijuca). As bibliotecas públicas são apenas duas mil e oitocentas no país todo. Conseqüentemente o índice de leitura no Brasil não excede o percentual de 0,9 livro/ano por pessoa; o patrimônio vocabular médio do jovem mal chega a trezentas palavras; somente 24% dos brasileiros alfabetizados são capazes de ler e entender um livro na sua totalidade.

Por essas e outras, se torna essencial a criação de centros de cultura comunitários. Se todas as comunidades e bairros populares tivessem uma biblioteca – por menor que fosse – o hábito de leitura iria se proliferar e as pessoas desenvolveriam suas potencialidades intelectuais e artísticas.

Reflexão e pensamento crítico sempre são estimulados por bons livros. Como ter acesso a estes, hoje, sem despender muito dinheiro? Uma forma seria através das já citadas bibliotecas; outra seria recorrer a sebos.

Sebos são lojas de livros usados. Em tais estabelecimentos podem-se encontrar títulos esgotados com preços acessíveis e até livros de apenas R$1. Mas muitos trabalhadores e estudantes deixam de aproveitar tais vantagens por simplesmente desconhecê-las.

Em Niterói (RJ) existem mais de 10 sebos, dentre os quais é destaque a Livraria Ideal (2620-7361) – que em março de 2008 completou impressionantes 73 anos de presença no mercado de livros. Há também: Livraria Caminho (2721-0402), Toda prosa (9673-5378), Universo do Livro (2721-0112), Só Letrando (2613-0720), etc.

BATIZADO DA ESCOLA DE SAMBA DA GROTA "O BEM AMADO" - AGUARDEM O FILME - POR FABIO DA SILVA BARBOSA & LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS


POR: FABIO DA SILVA BARBOSA & LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS