terça-feira, 17 de junho de 2008

Portugal Pequeno pede manutenção e continua com os velhos problemas.

Por: Fabio da Silva Barbosa
& Luiz Henrique Peixoto Caldas

A SITUAÇÃO

Os pescadores de Portugal Pequeno, na Ponta da Areia, não possuem associação, mas tem suas reivindicações a fazer. O dec que foi construído no lugar está em péssimas condições, contando inclusive com buracos que estão oferecendo perigo a quem passa pelo lugar. Uma carreira ( tipo de rampa que ajuda a colocar os barcos para cima, no intuito de fazer a manutenção dos mesmos) seria bem vindo já que eles tem de pagar uma média de R$ 100,00 para subir o barco e a mesma quantia para coloca-lo de volta na água. Soma-se aí R$ 200,00 ao prejuízo que já tem diariamente com a diminuição dos peixes na Baía de Guanabara, devido à poluição.

ADEMIR

O pescador Ademir com quem conversamos no UNITEROI n° 8 e que já foi também postado por aqui, reiterou sua reclamação sobre a falta de espaço para as pequenas embarcações locais descarregarem sua pesca. Nenhum pescador soube explicar o porquê de terem perdido espaço para os grandes barcos que vem de fora e ocupam os lugares que anteriormente serviam a eles, mas tem a consciência de que isso está errado e que precisa mudar, já que o direito no desembarque das mercadorias, segundo seu entendimento é do pescador que a tanto tempo vive da pesca no lugar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

ENTREGA DOS LIVROS

Ontem os trezentos livros e revistas arrecadados com a campanha foram entregues na comunidade Alarico de Souza (Zulu) em Santa Rosa, Niterói. Os livros foram guardados na casa do Presidente da Associação, Ricardo Monteiro, que irá esperar o fim da reforma no centro comunitário para organizar a biblioteca. Os livros já foram divididos em infantis, juvenis, adultos e didáticos, que ficarão juntos com as enciclopédias e atlas. As revistas foram divididas em quadrinhos e as de interesse científico e de pesquisa.
Livros ainda estão sendo aceitos, assim como estantes e bibliocantos. Se quiser participar entre em contato através do e-mail ( comunidadeeditoria@yahoo.com.br ) ou pelo msn ( comunidadeeditoria@hotmail.com ). Temos também nosso Profile no orkut e nossa comunidade.

SE CADA UM FIZER O POUCO QUE PODE, A HUMANIDADE AINDA TERÁ CHANCE.

POR: FABIO DA SILVA BARBOSA
& LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS

domingo, 15 de junho de 2008

Sérgio Macaco: o homem que fez diferença

Por: Winter Bastos

Dia 12 de junho de 1968, o capitão para-quedista Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, convocado a uma reunião, foi recebido no gabinete do ministro da Aeronáutica pelos brigadeiros Hipólito da Costa e João Paulo Burnier, que viria a se tornar conhecido como torturador e assassino.

Sérgio era admirado por indianistas como os irmãos Vilas-Boas e o médico Noel Nutels. Foi amigo de caciques como Raoni, Kremure, Megaron, Krumari e Kretire. Os índios o chamavam "Nambiguá caraíba" (homem branco amigo). Aos 37 anos, Sérgio Macaco (como era conhecido na Aeronáutica) já tinha seis mil horas de vôo e 900 saltos em missões humanitárias, de resgate e socorro em geral. Todavia o tipo de tarefa que lhe seria proposta ali pelos oficiais não era nem um pouco digna ou solidária.

– O senhor tem quatro medalhas por bravura, não tem? – indagou Burnier.

Sérgio respondeu afirmativamente. Então o brigadeiro continuou:

– Pois a quinta, quem vai colocar no seu peito sou eu – fez uma pausa. – Capitão, se o gasômetro da avenida Brasil explodir às seis horas da tarde, quantas pessoas morrem?

Achando que a pergunta se referia apenas à remota hipótese de um acidente na cidade do Rio de Janeiro, Sergio respondeu:

– Nessa hora de movimento, umas 100 mil pessoas.

Foi nesse momento que os dois brigadeiros começaram a explicar um terrível plano terrorista das Forças Armadas e qual deveria ser a participação de Sérgio. Os dois propuseram que ele, acompanhado por outros para-quedistas, colocasse bombas na porta da Sears, do Citibank, da embaixada americana, causando algumas mortes. Em seguida viria a grande carnificina: queriam que dinamitasse a Represa de Ribeirão das Lajes e, simultaneamente, explodisse o gasômetro. As cargas, de efeito retardado, seriam colocadas pelo capitão Sérgio, que depois ficaria aguardando, no Campo dos Afonsos, o surgimento duma grande claridade. Aí ele decolaria de helicóptero e aportaria no local da tragédia posando de bonzinho, prestando socorro a milhares de feridos e recolhendo mortos vítimados pela ação da própria Aeronáutica.

Colocariam a culpa nos grupos esquerdistas que lutavam contra a ditadura. Sérgio seria tido como herói por salvar as supostas vítimas dos "comunistas" e receberia sua quinta medalha, enquanto a ditadura teria um pretexto para aumentar a repressão a socialistas e democratas.

O capitão se negou a participar de uma ação tão vil. Declarou corajosamente aos bandidos fardados:

– O que torna uma missão legal e moral não é a presença de dois oficiais-generais à frente dela, o que a torna legal é a natureza da missão.

Outros em seu lugar simplesmente encolheriam os ombros e obedeceriam aos superiores, iriam se desculpar dizendo que estavam apenas "cumprindo ordens". Mas Sérgio era ético, íntegro, não tinha obediência cega a ninguém, seguia acima de tudo sua consciência e valores. Era um homem de verdade: denunciou o plano diabólico e evitou aquela que seria a maior tragédia da nossa história.

Foi perseguido pela ditadura, discriminado, removido para o Recife, reformado na marra aos 37 anos, cassado pelo AI-5 e pelo Ato Complementar 19, curtiu prisão... só não puderam quebrar-lhe integridade e honra, sua firmeza de ser humano. Sérgio se recusou a ser anistiado. "Anistia-se a quem cometeu alguma falta", costumava dizer. "Não posso ser anistiado pelo crime que evitei".

Em 1970, necessitando de um tratamento de coluna, aconselharam-no a não se internar em unidade militar, pois certamente seria assassinado lá dentro. Graças ao jornalista Darwin Brandão, com auxílio do médico Sérgio Carneiro, o capitão acabou sendo tratado clandestinamente no Hospital Miguel Couto.

Nos anos 90, o Supremo Tribunal Federal determinou indenização e promoção de Sérgio a brigadeiro. Tal sentença dependia, porém, da assinatura de Itamar Franco. Itamar, como se sabe, não é nenhum modelo de virtude e, não por acaso, foi vice do corrupto Fernando Collor de Mello, que foi prefeito biônico de Maceió durante a ditadura e se criou politicamente graças ao regime militar...

Por seis meses, o presidente Itamar Franco – mesmo sabendo que Sérgio estava acometido de um câncer terminal no estômago – guardou, na gaveta, a sentença do STF favorável ao capitão. Só a assinou três dias depois da morte do herói ocorrida em 4 de fevereiro de 1994.

Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho (cuja história é narrada no documentário "O Homem que disse Não" do diretor francês Olivier Horn) foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier no Caju sem honras militares. É lembrado, entretanto, por todos aqueles que valorizam vida, ética, honestidade, coragem. Sérgio provou que, ao contrário do que muitos dizem, uma pessoa pode mudar a História: cada um de nós faz diferença no mundo.

Winter:
No Rio desde março deste ano começou a funcionar uma cooperativa de distribuição de livros libertários, a “Cooperativa Faísca – Distribuição/RJ”.
A cooperativa, além de oferecer sustentação a integrantes do movimento social, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Desempregados – Região Metropolitana/RJ (MTD), tem por objetivo a expansão do alcance dos materiais editados por duas editoras anarquistas atuais: a Editora Achiamé (RJ) e a Faísca Publicações Libertárias (SP).
Também queremos expandir e melhorar o atendimento aos interessados em temas afins ao anarquismo/socialismo e a crítica social.
Os sites abaixo das duas editoras mencionadas são administrados pela nossa cooperativa :
# Ed. Achiamé: http://www.achiame.com/
# Faísca Publicações: http://www.editorafaisca.net/
Ajudem-nos a divulgar essa notícia. Quanto mais divulgação, mais vendas e mais retorno material teremos. Em conseqüência de melhores condições materiais, mais retorno daremos às duas editoras. Assim, mais livros serão editados... Apoio mútuo, galera!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

COMENTÁRIOS


Mídia Rebelde deixou um novo comentário sobre a sua postagem:
Caros amigos,
Valeu pela visita ao nosso blog (Mídia Rebelde).
Acho que mesmo somente a idéia de combater as grandes mídias já é uma boa semente para que todos entendam o necessário significado da democracia... E saber que existem blogs como o COMUNIDADE dá mais esperanças ainda.
Um grande abraço,
Carlos Baqueiro
midia-rebelde.blogspot.com
RESPOSTA:
Carlos,
estamos juntos nessa luta.
O comunidade e a Comunidade estão aí para o que der e vier.
Se quiser escrever uma matéria para o blog o espaço está aberto a pessoas de boas idéias como você.
Forte abraço
& força sempre.
Fabio da Silva Barbosa
& Luiz Henrique Peixoto Caldas
(FSB&LHPC)
COMUNIDADE

quarta-feira, 11 de junho de 2008

PROTESTO EM FRENTE A PREFEITURA DE NITERÓI.

TEXTO & FOTOS:
FABIO DA SILVA BARBOSA
LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS
SITUADO NO MORRO DOS MARÍTIMOS, NO BARRETO, O HOSPITAL ORÊNCIO DE FREITAS NÃO ESTÁ FORA DA CRISE QUE ASSOLA A SAÚDE PÚBLICA.

CARTAZ + NARIZ VERMELHO= INDIGNAÇÃO


FALTA DE CONDIÇÕES DE TRABALHO + BAIXOS SALÁRIOS = INDIGNAÇÃO

OS MÉDICOS RESIDENTES FORAM AS RUAS CUMPRIR SEU PAPEL ENQUANTO ESTUDANTES. EXIGIR MUDANÇAS.

QUEM CALA CONSENTE. SE VOCÊ NÃO ESTÁ SATISFEITO, RECLAME.

terça-feira, 10 de junho de 2008

GALERIA DE FOTOS

TODAS AS FOTOS POR:
FABIO DA SILVA BARBOSA
& LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS

CAVALÃO




BOA VISTA




ALARICO DE SOUZA (ZULU)