terça-feira, 15 de julho de 2008

Bichinho recebe homenagens.

TEXTO E FOTOS POR:

FABIO DA SILVA BARBOSA

& LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS



AMÉRICO FERNANDES DE SOUZA, BICHINHO

Américo Fernandes de Souza, conhecido como Bichinho, 76 anos, é um dos pescadores mais antigos de Itaipu. Morador da tradicional comunidade Serra das Andorinhas dês dos 12 anos, diz estar feliz em ver os filhos não dependerem da pesca para sobreviver. “No meu tempo era melhor. Criei todos eles com a pesca, o que hoje não seria possível. Antigamente se pegava de 400 a 500 quilos, atualmente se pegar 100 tem de fazer festa. Esses barcos com sonar pegam tudo e não sobra para o pequeno. A poluição também prejudica muito.” Bichinho teve de parar de pescar com a frequência que gostaria por ter problemas na coluna.
Mesmo decepcionado com os novos rumos da atividade que exerceu durante toda vida, tem motivo de sobra para comemorar. Em 27 de Junho do ano passado, dia de São Pedro, ele recebeu a medalha Tiradentes, pela preservação do Andorinhas e por ser reconhecido como o pescador mais antigo no lugar com vida. Um livro sobre o Andorinhas escrito por Eliana Leite, também homenageia esse guerreiro da vida. “Essas pequenas coisas me deixam feliz. Moro no Andorinhas e sei que é minha obrigação tomar conta dele, mas agente fica satisfeito quando nosso trabalho é reconhecido.” Apenas Américo e seus familiares habitam o lugar.
BICHINHO, CHICO (PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO LIVRE DE PESCADORES DE ITAIPU) E ROBERTO (COMERCIANTE LOCAL E ATUANTE NA LIDERANÇA DO LUGAR).

Amigos como Lobão, antropólogo que muito ajudou essa referencia entre os pescadores e seus objetos pessoais são outros motivos de orgulho. Bichinho coleciona antiguidades em pleno funcionamento. “Tenho um fogão a lenha e um pilão que fazem uma comida completamente diferente da que vocês estão acostumados. Quando fizer vou convidá-los para conhecer e aproveitar para apresentar nossa comunidade no Andorinhas. Antigamente plantávamos também, mas o IBAMA proibiu para não haver desmatamento. Só descíamos para pescar e comprar sal.”

segunda-feira, 14 de julho de 2008

CONTATOS: EVANDRO

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Evandro.

domingo, 13 de julho de 2008

CONTATOS: CLEITON RODRIGUES

CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES
* Cleiton Rodrigues de Souza

Arquivo Uipa

CÃES APREENDIDOS PELA CARROCINHA: SEUS MINUTOS FINAIS...

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Fortaleza, no Ceará, é considerado pelos protetores dos animais como o mais precário e desumano de todo o país. O único que não evoluiu durante todos esses anos. Seus antigos e atuais diretores nunca se preocuparam em amenizar o sofrimento e as crueldades praticadas contra os animais, quase sempre, pelos seus próprios funcionários na captura e sacrifício.
O sacrifício dos animais é realizado pelos mesmos funcionários que os apreendem, e não por um médico veterinário qualificado. Erro gritante que deve ser corrigido, pois alguns, com históricos de problemas familiares e financeiros, outros com álcool e drogas, que descarregam no dia a dia seus traumas e frustrações naquelas pobres criaturas indefesas que assim como nós, sentem fome, sede, frio e medo. Diferentemente das ovelhas, os cães não seguem mudos, mas latindo ao “matadouro”. Seus últimos minutos de vida são de partir qualquer coração.
Pessoas de baixo poder aquisitivo que vão resgatar seus animais recolhidos pela carrocinha (e pagam antecipadamente uma multa), são humilhadas e desprezadas como se estivessem ali cometendo algum crime. Passam horas a fio, esperando a boa vontade dos atendentes que pensam estarem fazendo favores. Esses, na sua maioria são incompetentes e preguiçosos, incapazes de resolver qualquer problema por menor que seja, empurrando sempre uns para os outros. O telefone é fora do gancho o dia todo, todos os dias...
O serviço gratuito oferecido pelo CCZ à população de baixa renda nas unidades de saúde espalhados em vários bairros da cidade e região metropolitana, não passa para muitos de propaganda enganosa. Falta tudo: algodão, esparadrapos, seringas, vacinas, anestésicos e medicamentos, deixando insatisfeitos os que levam seus animais aos postos para serem atendidos ou medicados.
Atualmente, há quem considere, com razão, o CCZ de Fortaleza, um campo de extermínio animal, semelhante ao Auschwitz, com sua política de insensibilidade, dor e sofrimento. Sem nenhuma expectativa de melhoria, sem ninguém da prefeitura para sentar e discutir projetos que diminuiriam a enorme proliferação de cães e gatos nas ruas e praças da nossa cidade, os protetores dos animais do Ceará seguem adiante, sozinhos, com total descrença do poder público e de seus governantes que deveriam, por obrigação, implantar uma política de humanização, oferecendo aos menos favorecidos a oportunidade de um atendimento veterinário de qualidade, com consultas, vacinas, castrações, esterilizações, adoções e eutanásias para os que estão morrendo com dor e sofrimento. Dando aos animais o que eles merecem por direito: RESPEITO E PROTEÇÃO.

*Membro da União Internacional Protetora dos Animais – Uipa- clerodri@bol.com.br

ANEXO:

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA


Aos 10 (dez) dias do mês de abril de 2008, nesta Cidade e Comarca de Fortaleza, no Edifício Airton Castelo Branco Sales, Sede da Procuradoria Geral de Justiça, na sala da 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano da Comarca da Capital, às 10h00, onde presente se achava o Promotor de Justiça, Dr. José Francisco de Oliveira Filho, titular da 2ª. Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano da Comarca da Capital, com amparo nos termos do art. 129, IX, da Constituição Federal c/c o art. 130, IX, da Constituição do Estado do Ceará; o art. 25 da Lei Orgânica Nacional; o art. 52, XX, do Código Estadual do Ministério Público, e o art. 4º e seguintes da Lei Estadual nº 13.195/2002, compareceu o MUNICÍPIO DE FORTALEZA, pessoa jurídica de direito público, na condição de COMPROMISSÁRIO, neste ato representado pelo Exmo. Sr. Procurador-Geral do Município, no caso, o Dr. Martônio Mont’Alverne Barreto Lima, OAB/CE nº 6.840, também presente o Dr. Luiz Odorico Monteiro de Andrade, Secretário Municipal de Saúde de Fortaleza, presente ao ato, ainda, a Dra. Geusa Leitão Barros, presidente da União Internacional Protetora dos Animais de Fortaleza – UIPA, sendo que o representante legal do COMPROMISSÁRIO, Dr. Martônio Mont’Alverne Barreto Lima, tomando ciência do teor das investigações levadas a efeito nestes autos de Procedimento Preparatório nº 112/2007 instaurado por esta 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano, relativo à apuração de práticas de maus tratos a animais (cães e gatos) neste município alencarino, pretendendo ajustar-se às regras jurídico-legais, evitando com isso sujeição ao pólo passivo em sede de Ação Civil Pública de que trata a Lei Federal nº 7.347 de 24 de julho de 1985, firma o presente título executivo extra-judicial, com fundamento nos artigos 127 e 129, da Constituição Federal, na Declaração Universal dos Direitos dos Animais de 27 de janeiro de 1978, editada pela UNESCO, Art. 3º, I e Art. 14, §1º da Lei nº 6.938/1981; Artigos 32 e 37 da Lei nº 9.605/1998, bem como nos dispositivos atinentes e inseridos na Lei Orgânica do Município de Fortaleza, cujo Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta – TAC se regerá pelas cláusulas e condições adiante previstas:

Cláusula Primeira – O Compromissário se obriga a não mais sacrificar animais (cães e gatos) junto ao Centro de Controle de Zoonoses – CCZ desta cidade de Fortaleza, sem que antes sejam submetidos a exame médico com emissão de laudo médico-veterinário com detalhe do estado de saúde, a causa da morte e a nocividade para se chegar ao sacrifício;

Parágrafo Primeiro – Para cumprir a obrigação nesta cláusula, o Compromissário executará essa atividade através de profissionais médico-veterinários de seu quadro de servidores, bem ainda de outras instituições, ou também de estudantes de medicina veterinária cursando o último ano de faculdade, desde que estes últimos sejam assistidos por profissional da mesma área;

Cláusula Segunda – O Compromissário se compromete respeitar o tempo de quarentena e só praticar a eutanásia quando o laudo médico-veterinário declarar que o animal infectado não puder sobreviver, bem ainda, quando a eutanásia for inevitável (para animais com zoonoses em fase terminal e irreversível da doença) a morte deve ser sempre estimulada por um médico-veterinário de modo a não causar dor nem sofrimento no animal;

Cláusula Terceira – O Compromissário se compromete de realizar campanha maciça de castração e esterilização dos animais (cães e gatos), bem ainda, desenvolver atividade para regulamentação de um projeto de registro geral de animais (cães e gatos), no município de Fortaleza e outras não citadas, como: posse responsável, educação em saúde, etc;

Cláusula Quarta – O Compromissário se compromete, ainda, a providenciar local e um meio hábil de proceder a cremação das carcaças dos animais sacrificados, e se obrigando a não mais encaminhá-las ao aterro sanitário;

Cláusula Quinta – O Compromissário fará convênios com entidades afins que se comprometam de receber os animais tratados e curados no CCZ, para ser procedida a devida adoção do canino ou felino;

Cláusula Sexta – O descumprimento de qualquer das obrigações assumidas implicará a sujeição do Compromissário às medidas judiciais cabíveis, incluindo execução específica na forma estatuída no parágrafo 6. º do art. 5. º, da Lei Federal n. º 73.47/85 e incisos II e VII, do art. 585, do CPC;

Cláusula Sétima – O presente título executivo não inibirá nem restringirá, de forma alguma, as ações de controle, monitoramento e fiscalização de qualquer órgão público, nem limita ou impede o exercício, por ele, de suas atribuições legais e regulamentares;

Parágrafo Único – O presente título executivo não eximirá o Compromissário de eventual responsabilidade penal e/ou cível por prática de maus tratos a animais (cães e gatos);

Cláusula Oitava - O descumprimento ou violação de qualquer dos compromissos ora assumidos implicará, a título de cláusula penal, o pagamento de multa diária correspondente a R$ 2.000,00 (dois mil reais), exigíveis enquanto perdurar a violação;

Parágrafo Único – A cláusula penal só será exigida, após 06 (seis) meses do ato da celebração deste Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta – TAC, lapso temporal previsto para que o Compromissário desenvolva todas as atividades necessárias ao cumprimento das obrigações assumidas neste instrumento;

Cláusula Nona - A celebração deste TERMO de COMPROMISSO e AJUSTAMENTO de CONDUTA não impede que um novo termo seja firmado entre o MINISTÉRIO PÚBLICO e o COMPROMISSÁRIO, desde que mais vantajoso para o meio ambiente e submetido à prévia apreciação do Conselho Superior do Ministério Público;

Cláusula Décima - O MINISTÉRIO PÚBLICO, através da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Planejamento Urbano, poderá, diante de novas informações ou se as circunstâncias assim o exigirem, retificar ou complementar o presente compromisso, determinando outras providências que se fizerem necessárias, e dando prosseguimento ao procedimento administrativo, mediante prévia apreciação do Conselho Superior do Ministério Público;

Cláusula Décima-Primeira - Este Termo de Compromisso e Ajustamento de Conduta produzirá efeitos legais depois de homologado perante o Conselho Superior do Ministério Público e decorrido o prazo previsto no Parágrafo Único da Cláusula Oitava deste TAC;

Cláusula Décima-Segunda - Fica consignado que os valores eventualmente desembolsados deverão ser revertidos em benefício do FUNDO de DEFESA DOS DIREITOS DIFUSOS DO ESTADO DO CEARÁ – FDID;


Nada mais havendo a tratar, o Promotor de Justiça ordenou que se encerrasse o presente termo de compromisso de ajustamento, impresso em 3 (três) vias, o que foi feito na forma e observadas às formalidades legais. Do que, para constar, lavrei o presente que, lido e achado conforme, vai devidamente assinado pelas partes compromissárias e pelas testemunhas adiante assinadas. Eu, _______________________ Fabiano Santiago Mendes, Técnico Ministerial, o subscrevi.



José Francisco de Oliveira Filho
Promotor de Justiça




Martônio Mont’Alverne Barreto Lima
Procurador-Geral do Município de Fortaleza
Compromissário



Luiz Odorico Monteiro de Andrade
Secretário Municipal de Saúde de Fortaleza presente ao ato



Geusa Leitão Barros
Presidente da UIPA e presente ao ato





Testemunha




Testemunha

INFORME-SE

http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=53250521&tid=5221669222505566118&start=1

quinta-feira, 10 de julho de 2008

GALERIA DE FOTOS

COMUNIDADE PESQUEIRA ITAIPU




RUA DA LAMA




ASSOCIAÇÃO DE PESCADORES E AMIGOS DE SÃO PEDRO





quarta-feira, 9 de julho de 2008

CONTATOS: PAULA BEMTV

Indignação
Como cidadã não poderia me calar!
Mas um caso de assassinato realizado por quem deveria nos proteger. Desta vez contra um menino de 3 anos. Estou perplexa com esta estrutura de seres humanos, cada vez mais feito animais. Estamos lidando com policiais despreparados, políticos corruptos e todo tipo de cidadão inerte que acha que a violência acontece somente quando mata. Até quando vamos nos calar diante de qualquer infração vista?
Ontem, estava dando oficina para crianças que sabiam tudo, em detalhes, da tragédia do pequeno João. E elas separam a violência que mata da violência de empurrar o coleguinha, da falta de respeito de pegar algo que não é seu e isso é reflexo dos seus pais.
Nossa tendência é fazer e ver algo de errado e fingir que ñ estamos vendo. Quem paga o “pato” no final das contas, são negros e pobres do nosso país. Acho um absurdo que crianças de comunidades, favelas ou como queiram nominar, vejam policiais armados em sua porta como se fosse algo comum, achando poucas todas as debilidades já existentes. Os Senhores do Rio de Janeiro, Governador Sérgio Cabral, Secetário de segurança Beltrame, e o tal de Pitta, têm que ser responsabilizados pelo ato infrator de seus subordinados (além deles é lógico), porque somos nós que pagamos seus salários e devem serviços bem prestados à sociedade.
Temos q nos mexer de nossos assentos confortáveis, sair da posição cômoda que nos encontramos, e começar a denunciar casos de abusos que acontecem nas nossas vistas. Vou anotar telefones e sites úteis onde posso fazer denúncias e reclamações. A cada abuso de poder: uma foto, uma notícia, até encher o saco. Não suportarei mais assistir guardas municipais jogar para cima mercadorias de camelos ao invés de apreender ou então, espancar menores de rua sem nenhum pudor. Quem faltar com respeito a um cidadão ao meu lado estará ferrado!
As pessoas estão frias, olhando para o seu próprio umbigo, preocupadas em status, poder dentro das igrejas, locais de trabalho e de estudo, todos querendo se dar bem e estarem por cima “da carne seca” ou se sentirem “a última coca-cola do verão”.
Cadê o senso crítico? Respeito? Ideologias? Quantos mortos ainda contaremos? Que política de segurança é essa que mostra serviço através da quantidade de mortos?
Sei que existem os bons e os maus e, não sei até quando, mas acredito no ser humano. Vivemos numa cidade linda, cheia de graça por si só e, no entanto, estamos entregues a todo tipo de imbecis de ternos, fardados e pessoas atrás de oba-oba, que seguem micaretas, enchem estádios, lotam praias, mas q ñ se mobilizam a sua maneira contra esse tipo de “calhordice”!
Quero fazer coro com a poetisa Elisa Lucinda, “Só de sacanagem”, quero ser mais honesta!
POR: PAULA BEMTV