quarta-feira, 13 de agosto de 2008

JA ESTÁ NAS BANCAS



A NOSSA NOVA MATÉRIA DA PÁGINA COMUNIDADE NO UNITERÓI


O SOM DAS COMUNIDADES


ESTRELANDO:
@LPISTE DJ FUNK
& O GRANDE MC AMILCKA
VOCÊ NÃO PODE PERDER




BANCA DO CARLINHOS - Rua Guilherme Brigs- São Domingos
BANCA DO MARCOS - Rua Joaquim Távora - 1º quarteirão da praia
BANCA DO MARCOS - Rua Otávio Carneiro - 1º quarteirão da praia
BANCA DO LUIZ - Rua Mariz e Barros - Em frente a Bibi Sucos
BANCA DO GILSON - Rua Moreira César - Entre a Oswaldo Cruz e Belizário Augusto
BANCA DO FLÁVIO - Av. Rio Branco / Rua da Conceição Em frente a Loteria
BANCA DO RAFAEL - Av. Rio Branco - Em frente a Drogaria Popular Banca - Av. Rio Branco - Ao lado do
UNIPLI
BANCA DR.SARDINHA - Na rua Dr. Sardinha em Santa Rosa, em frente a loja Ponto da Construção.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Associação de Pescadores sofre com o descaso


Fotos e texto: Fabio da Silva Barbosa e Luiz Henrique Peixoto Caldas.
Colaboração: Luciana


A Associação de Pescadores e Amigos de São Pedro fica entre o Shopping bay Marcket e o terminal de ônibus do centro de Niterói. Lá o forte é a pesca de mexilhão e o Presidente da Associação, que já existe a 15 anos e tem 44 associados, é Gerson Fausto leite, conhecido como Déu, pescador a 20 anos.

O primeiro problema citado por Déu são os arrastões que acontecem a todo o momento na Baía de Guanabara. “Todo mundo tem que sobreviver, mas esse tipo de pesca não respeita fatores como o tamanho do peixe e vão degradando todo o meio ambiente.” Segundo acredita as autoridades competentes não tem condições de fiscalizar esse tipo de atividade.
Déu lembrou de quando, a menos de 10 anos, a Ponte Rio-Niterói era considerada o Banco do Brasil da Maricultura. O próprio Presidente tirava cerca de 100 quilos de mexilhão por dia. “E olha que tinha mais de quarenta pessoas competindo comigo. Trabalhando no mesmo tipo de coleta.” Nessa época, o pescador tirava por dia no Bruto R$ 300,00. Hoje não se tira a metade. A poluição diminuiu drasticamente a população de mexilhão na área e em contra partida a concorrência aumentou.

O presidente fez um trabalho de medição da profundidade das águas em que pesca dentro da Baía (batimetria) e de qualidade da mesma e constatou que existe uma profundidade de lama de oito metros. Explicou visivelmente chocado que essa lama é composta em sua maior parte de cloriformes fecais e outros dejetos prejudiciais a água. Várias pedras que podiam ser avistadas estão cobertas por essa lama e os peixes que podiam ser vistos em volta delas sumiram. O barco conhecido como lameiro, que deveria colaborar com a despoluição da Baia tem sido visto pelos pescadores como verdadeiros maquiadores da situação. Eles informaram que o procedimento consiste em tirar os detritos de um lugar e despejá-los em outro.

A associação vem buscando parcerias para tentar implantar uma plantação de mexilhões, mas a Marinha ainda não demarcou uma área que eles pudessem desenvolver a maricultura. Com esse tipo de projeto a quantidade e a qualidade do produto subiriam significativamente. Outro drama que eles vêm tentando contornar é o aspecto precário do ambiente de trabalho. O barracão onde descascam os mexilhões está decadente e falta uma caçamba para a coleta dos detritos, que atualmente são jogados na água.

A rotina de trabalho é dura. Os pescadores chegam quatro horas da manhã e ficam até as 18 horas catando, descascando, embalando e vendendo o mexilhão. A venda é feita no mercado São Pedro e para o estado de São Paulo. Conversamos com o pescador Milton Pardal, que falou um pouco sobre isso.

Entrevista com Pardal


Comunidade: Há quanto tempo você trabalha com a pesca do mexilhão?

Pardal: 30 anos

Comunidade: Como vive o pescador hoje?

Pardal: Você almoça e janta junto. Lá para as sete horas da noite. Quando a caba já está dormindo já não agüenta fazer mais nada. Quando pensa que está dormindo já chegou à hora de levantar. Isso se quiser tirar um trocado.

Comunidade: E a prefeitura tem dado algum tipo de apoio?

Pardal: Apoio é o que a gente mais precisa. Onde acontece o trabalho de descascar e embalar o mexilhão é do jeito que vocês estão vendo. Tudo quebrado. E se tentar concertar a prefeitura vem e tira tudo, alegando que não estamos em área autorizada. As bóias que colocamos em um canto que não atrapalha ninguém para plantarmos os mexilhões ainda não foram reconhecidas pela marinha. Fizeram um espaço minúsculo para trabalhar-mos ali do lado que não deu em nada.

Comunidade: Por que?

Pardal: Porque infelizmente é assim. E olha que isso aqui é trabalho. São famílias trabalhando.

Comunidade: E a associação? Funciona bem?

Pardal: A associação funciona, mas não tem como resolver tudo. As cascas do mexilhão são jogadas no mar já que a Prefeitura não nos fornece uma caçamba e sacos para que possamos embalar o lixo. O lixo aumentou muito ocasionando a poluição. Nós acabamos contribuindo para isso. Agente ensaca o carvão e bota ali em cima, mas eles demoram muito para vir buscar. Fica tudo empilhado e agente tem pouco espaço para trabalhar.





MARISQUEIROS EM AÇÃO

O Q CHEGA PELO ORKUT

.Renata:

11 ago (20 horas atrás)

.Renata:

Manifestação em defesa dos sambaquis


em 24/04/2005


http://www.horadobrasil.net/index.php?option=com_gallery2&Itemid=99999999&g2_itemId=66561

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

CONTATOS: CUFA

CARNAVAL HUTUZA

nona edição do Hutúz – o maior festival de Hip Hop da América Latina
– já está sendo preparada e, com certeza, você não pode deixar de participar dessa festa!!Integrando o festival Hutúz, teremos uma programação que contará com diversos eventos paralelos. Um deles é o Prêmio Hutúz 2008, que será destinado a homenagear o rap nacional e no qual artistas de todo o Brasil concorrerão em 15 categorias.Graffiti, Break, DJs e MCs são, tradicionalmente, os quatro elementos do Hip Hop. E é pensando em divulgar estas manifestações artísticas que, há seis anos, a CUFA – Central Única das Favelas – promove o Hutúz Filme Festival, uma das muitas ações desenvolvidas dentro do Hutúz, o maior evento de Hip Hop do Brasil.Em 2008, o Hutúz Filme Festival será realizado no Cine Odeon, de 21 a 25 de novembro, a partir das 18h, e exibirá filmes que irão abordar, sob os mais diversos formatos, gêneros, durações e colorações, a diversidade do Hip Hop.Inscreva seu vídeo no Hutúz Filme Festival e não deixe de participar do evento, pois ele vai dar o que mostrar, o que olhar e o que falar!!Para que a sua cidade não fique sem representação em nossa comissão julgadora, indique um jurado ao Hutúz 2008!!
Acesse agora e fique por dentro:www.hutuz.com.br

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Turma Lima Barreto: uma Experiência em Pré-vestibular Popular

por: Winter Bastos

No ano de 2001, tive a experiência de dar aulas à comunidade pobre de Niterói e adjacências no Pré-vestibular Popular Fernando Santa Cruz, no Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal Fluminense. Eu ensinava Literatura e Redação para as duas classes existentes, então chamadas "turma A" e "turma B". De segunda a sexta-feira, eram dadas todas as matérias exigidas pelo vestibular. As aulas eram à noite para permitir que trabalhadoras e trabalhadores participassem. Aos sábados, havia debates e exibições de filmes com temática social.

Cheguei a passar o vídeo do Centro de Mídia Independente "Não começou em Seatle, não vai terminar em Quebec", sobre protestos em São Paulo contra a implantação da Área de Livre Comércio das Américas. Depois, junto com um companheiro voluntário do CMI, promovemos um debate sobre a ALCA e a repressão a manifestações antiglobalização.

Exibi também o filme "Terra para Rose", de Tetê Moraes, documentário sobre a luta pela reforma agrária no Brasil. Após o filme, houve um debate sobre a questão da terra.

Porém os alunos tiveram mais empatia mesmo pelo longa metragem "Viva Zapata!". A princípio os alunos quase não tinham informação sobre o tema do filme. Um dos estudantes havia chegado a perguntar: "O que é Zapata?". Mas o interesse despertado pela Revolução Mexicana e pela figura do guerrilheiro Emiliano Zapata acabou sendo bem grande. A mensagem libertadora do filme tocou a todos e uma jovem chegou às lágrimas durante a exibição. Depois, um companheiro, que viria a se tornar militante da Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), fez uma palestra sobre zapatismo bastante apreciada pelos alunos.

Durante minhas aulas, dei ênfase a escritores com maior preocupação social. Examinei detidamente os escritos de Graciliano Ramos. Debatemos longamente o romance "O Cortiço", de Aluísio Azevedo. Falei bastante do livro "O Ateneu", de Raul Pompéia, e ressaltei a ligação deste autor com o pensamento do libertário francês Pierre-Joseph Proudhon. Abordei também a vida e a obra do escritor Lima Barreto, salientando sua adesão ao ideário ácrata. Debatemos também: a greve dos professores da UFF, que ocorria naquela época; a "reforma" da previdência; a questão das drogas; a violência policial...

Numa das reuniões mensais de professores, foi decidido que as classes deveriam ter nomes de personalidades que os alunos julgassem relevantes. Mesmo após a unificação das turmas, a idéia continuou, pois julgamos que seria importante a classe de 2001 escolher para si um nome que traduzisse o esforço empreendido e o espírito que a animou e inspirou durante o ano. O nome escolhido pelos alunos acabou sendo o do escritor anarquista LIMA BARRETO.

Por volta de 2002 ou 2003, andando pelo Campus do Gragoatá da UFF, ouvi chamarem meu nome. "Lembra de mim, professor?", perguntou-me um jovem negra com livros embaixo do braço e um belo sorriso nos lábios. Respondi-lhe: "Claro! Você era aluna no pré-vestibular do DCE. Como vai?". Ela me respondeu que fora aprovada no vestibular e que, naquele momento, estava cursando Pedagogia na UFF. Desejei-lhe boa sorte e nos despedimos.

Fiquei pensando em todo aquele esforço de preparar aulas, corrigir redações, elaborar exercícios, organizar debates... Tudo aquilo certamente não foi em vão. Como povo, é nosso dever nos ajudarmos mutuamente não só para a aprovação no vestibular, mas para despertar – em nós e nos outros – consciências críticas.

Ensinei bastante ao longo daquele ano, e também aprendi muito. Tenho esperança de que aqueles que foram meus alunos um dia também se engajem em projetos de Educação Popular, fortalecendo assim, no seio do povo, o APOIO MÚTUO, princípio essencial a todos nós.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

AOS NOSSOS QUERIDOS SABOTADORES

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ATENÇÃO! ATENÇÃO!
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JÁ FAZ ALGUM TEMPO ESTAMOS RECEBENDO INÚMEROS E-MAILS ENGANADORES E COM VÍRUS. SPANS CHEGAM O TEMPO TODO A NOSSA CAIXA DE MENSAGENS. SEMPRE ACHAMOS ESTRANHO ESSE EXCESSO DE LIXO QUE SE DESTACA EM MAIS ESSE INSTRUMENTO DE LUTA QUE NÓS USAMOS, MAS ONTEM CHEGOU UM QUE NOS CHAMOU ESPECIALMENTE A ATENÇÃO.
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DIZIA QUE NOSSA CONTA NA INTERNET HAVIA SIDO INVADIDA E QUE INÚMEROS SPANS ESTAVAM SENDO ENVIADOS POR ELA. DEVIDO A ESSES ACONTECIMENTOS DEVERÍAMOS PREENCHER UM CERTO FORMULÁRIO COM ALGUNS DADOS NOSSOS OU NOSSA CONTA SERIA EXCLUÍDA DA INTERNET. O QUE OBVIAMENTE ACARRETARIA A PERDA DE TODO NOSSO ARQUIVO NA REDE. BLOG, E-MAIL ETC...
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OLHA MEUS QUERIDOS, NORMALMENTE NEM ABRIMOS ESSE TIPO DE MENSAGEM. EXCLUÍMOS NO ATO. QUANDO ABRIMOS, NUNCA FAZEMOS O QUE NOS É SOLICITADO. AQUI NÃO TEM CRIANÇA. E UMA COISA É CERTO. MESMO QUE VOCÊS NOS EXCLUAM DA INTERNET, NOSSO TRABALHO NÃO VAI PARAR, POIS ELE É FEITO NO DIA A DIA, JUNTO DESSAS COMUNIDADES. A INTERNET É APENAS MAIS UM INSTRUMENTO.
MUITOS SITES E BLOGS JÁ SOFRERAM PRESSÃO E FORAM SABOTADOS. ESSE NÃO SERÁ O PRIMEIRO, NEM O ÚLTIMO. MAS ISSO NÃO ADIANTA NADA. PODE APOSTAR. DE UM JEITO OU DE OUTRO A LUTA VAI CONTINUAR. OS BARÕES DA HIPOCRISIA ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS.
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VIVA A MÍDIA INDEPENDENTE E/OU ALTERNATIVA!
FORÇA E UNIÃO SEMPRE !
(FSB&LHPC)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CONTATOS PRESERVAÇÃO NIT

MANIFESTAÇÃO E ABAIXO ASSINADOPELA PERMANÊNCIA DOSÍNDIOS GUARANI EM CAMBONHIAS
·DIA: 09/08/08
- SÁBADO
· HORÁRIO: 10:00h
· LOCAL : EM FRENTE AO CINEMA ICARAÍ
PAUTA:Reconstrução da Aldeia Guarani
(Criminosamente Incendiada)
Iniciaram os trabalhos de reconstrução da Aldeia Guarani de Tekoá Itarypú (ou Tekoá Mbo'y Ty), criminosamente incendiada na sexta-feira, dia 18 de julho de 2008, no Bairro de Camboinhas, em Niterói.
As ocas estão sendo reconstruídas pelas mesmas mãos que ergueram a Aldeia de Tekoá Mbo'y Ty em março desse ano – movidas pela mesma coragem e a mesma determinação, amparadas pelo mesmo senso de responsabilidade e pelo profundo respeito ao Sagrado que as trouxeram até aqui.
fontehttp://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=53250521&tid=5231073233788784550&start=1Esta
mensagem foi enviada por Preservação NIT.
Para ver o perfil de Preservação, clique em: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=6812886161433832517