quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CONTATOS



BOLETIM ELETRÔNICO FAVELA É ISSO AÍ – N° 68 – 22/09/2008
http://www.favelaeissoai.com.br/

Rapper mineiro concorre a prêmios na festa do rap nacional

O rapper Renegado está concorrendo com o seu novo cd “Do Oiapoque a Nova York” em seis categorias no Prêmio Hutúz de 2008.
O prêmio Hutúz é um festival de rap nacional que busca promover a cultura hip hop em suas variadas manifestações.
Renegado concorre nas categorias revelação do ano, grupo e artista solo, melhor álbum, melhor música "Conexão Alto Vera Cruz / Havana" e melhor site www.arebeldia.com.br. O produtor do cd Daniel Ganjaman também foi indicado.
Na sua nona edição a festa que celebra o hip hop tem como tema o carnaval. No contraponto entre os sambas imortais e as rimas improvisadas dos MCs surge uma força em comum que é o poder da manifestação do povo organizado em torno do mesmo ideal. Realizado durante o mês de novembro no Rio de Janeiro o evento promove várias atividades em torno do hip hop. São realizados shows, disputa de b. boys, free style, seminários, exibição de filmes, jogos de basquete e exposição de grafite.
Para votar é necessário entrar no site www.premiohutuz.com.br cadastrar o e-mail e votar.
Dobradinha São Paulo e BH agita noite do rap na capitalOs grupos de rap “Sétimo Selo” e “Ao Cubo” se apresentam neste sábado (04) na Cocobongo. No evento o “Sétimo Selo” lança o seu novo cd “A Missão”. A banda paulista “Ao Cubo” divulga o cd “Entre o Desespero e a Esperança”. O show será realizado a partir das nove horas da noite. Os ingressos custam 15 reais antecipado. A Cocobongo fica na rua Goitacazes, 1361, no Barro Preto. Mais informações pelo telefone 3024-2890.

Pela Vida de joinville Frota

Pela segunda vez neste ano, o sindicalista Joinville Frota foi vítima de um atentado perpetrado pelas forças reacionárias do estado do Amapá. Desta vez, sua residência foi queimada, no último dia 23 de agosto, quando toda sua família se encontrava dormindo.
Os autores do crime atearam fogo á sua residência usando uma garrafa com gasolina em chamas, e, por pouco, ninguém saiu ferido.Presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos e Trabalhadores em empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (SINCOTTRAP), Joinville está jurado de morte em decorrência de sua atividade sindical combativa, na defesa dos trabalhadores de sua categoria, mas também pela sua militância política junto aos movimentos populares de sua região.
O caso de Joinville Frota é apenas mais um, entre tantos que acontecem cotidianamente no país. Querem silenciar mais esta voz que atua na defesa dos trabalhadores e do povo pobre do Brasil.
No último dia 16 de setembro, Joinville esteve no IDDH (Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos), no Rio de Janeiro, onde detalhou sua condição, em entrevista coletiva, com a presença de diversas organizações e personalidades, entre elas, o deputado estadual Marcelo Freixo, , bem como a situação política do estado, e a situação dos demais movimentos populares do AP. O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ colocou o advogado de Joinville diretamente em contato com a Anistia Internacional e levou o caso ao conhecimento do Exmo. Sr. Secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ se solidariza com o sindicalista Joinville Frota e sua família, atingidos por mais esta abjeta perseguição feita por paramilitares a serviço do conservadorismo do estado do Amapá.
Exigimos, também, do Ministério Público e do governo do estado da Amapá, na pessoa do governador Antônio Waldez Góes da Silva, a imediata apuração e responsabilização dos responsáveis por mais este crime.
Solicitamos que este Alerta Urgente seja o mais amplamente divulgado e que mensagens sejam enviadas para:Ministro de Justiça
Exmo. Sr. Ministro da Justiça do Brasil
Tarso Fernando Herz Genro
Ministério da JustiçaEsplanada dos Ministérios, Bloco


BOCADA FORTE



Trampo (Grafiteiro)Categoria: Entrevistas Por: Noise D
Um Giro pelo PaísCategoria: Resenhas Por: DJ Cortecertu
Sinhô Preto VelhoCategoria: Resenhas Por: DJ Cortecertu
Links, rimas, beats, açãoData: 18/09/2008Por: DJ Cortecertu
1980 - 2008Data: 11/09/2008Por: Gil
O sonoData: 29/07/2008Por: Noise D






Boletim Eletrônico n.º 57 do Observatório de FavelasConfira outras Notícias em nosso site - http://www.observatoriodefavelas.org.br/
Observatório de Favelas lança novo siteAlém de divulgar notícias e projetos do Observatório, a página se consolida como um dos principais centros virtuais de informação sobre favelas e políticas públicas urbanas
Raízes em Movimento é premiado no Cine CufaColetivo Norte-Sul foi o vencedor do festival CineCufa 2008, na categoria júri popular, com o documentário “Raízes” que trata do trabalho do grupo sócio-cultural no Morro do Alemão
Conexão G inaugura sede na MaréGrupo Conexão G, que atua na defesa da diversidade sexual e da paz nas favelas, inaugura no sábado, dia 27, sua nova sede no Conjunto de Favelas da Maré
Era (mais) uma vez a criminalização da favelaA pesquisadora Adriana Facina discorre suas impressões sobre o filme Era Uma Vez. Para ela, o filme se aproxima mais do livro Cidade Partida do que do pretendido Romeu e Julieta

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

GRUPO TORTURA NUNCA MAIS APÓIA COMUNIDADE CARCERÁRIA DIVULGANDO CARTA ABERTA

Carta Aberta à População Baiana

Nós, familiares e amigos de prisioneiros e prisioneiras do Estado da Bahia – ASFAP, reunidos extraordinariamente na cidade de Simões Filho precisamente às portas da Colônia Penal de Simões Filho vimos por meio deste comunicado chamar a atenção de toda sociedade para a política carcerária em curso no Estado da Bahia e exigir providências para que nossos familiares confinados não sejam mais uma vez julgados arbitrariamente e condenados a um regime desumano, vexatório e degradante.

Seis meses depois de deflagrarem uma greve de fome por melhores condições na execução de suas penas e de tratamento os internos da Colônia penal de Simões Filho voltaram ao Estado de Greve de Fome – Manifestação Pacífica e Ordeira moralmente admitida em um regime democrático de Direito e juridicamente aceitável.

Não há nada de novo na manifestação agora em curso posto que as situações de descaso, abandono e violência continuam instaladas. Sabemos que, pode haver perseguição e retaliação a esses homens da Colônia Penal como ocorreu na manifestação passada com tropas de choque, espancamentos e transferências ilegais, mas nada importa, importa sim lutar por justiça e nós, apoiamos nossos familiares, pois suas alegações são justas e necessárias.

Apelamos para as organizações de Direitos Humanos, organizações de Movimento Negro, organizações de mulheres, instituições de defesa da pessoa humana e da cidadania e as pessoas de um modo geral que reflitam sobre o conteúdo racista e excludente de se manter na invisibilidade seres humanos tratados com espécie de 2ª categoria sem direito ao menos a livre manifestação.

Se o Governo espera cabeças penduradas na muralha, reféns tomados com facas e violência se engana aqui apresentamos seres humanos com sonhos, esperança, esposas, filhos e um propósito coletivo de mudar o círculo histórico que nos relegou aos porões e aos tumbeiros.

Por tudo isso, apresentamos as reivindicações dos prisioneiros da Colônia Penal de Simões Filho e esperamos a solidariedade das organizações e a sensibilidade do governo para atendê-las imediatamente:
- AGILIDADE NOS PROCESSOS
- UM RALO NO INTERIOR DAS CELAS PARA ESCOAMENTO DA ÁGUA
- MELHOR ASSISTÊNCIA MÉDICA, ODONTOLÓGICA E JURÍDICA
- LIBERAÇÃO DE ALIMENTOS CRUS PARA QUE OS PRÓPRIOS INTERNOS POSSAM COZINHAR SUA ALIMENTAÇÃO
- LIBERAÇÃO DE MAIS FOGÕES
- CONSTRUÇÃO DE UM ABRIGO EXTERNO PARA OS VISITANTES
- IGUALDADE DE TRATAMENTO COMO MANDA A LEI DE EXECUÇÃO PENAL 7210 DE 11 DE JULHO DE 1984
- TRABALHO ELABORATIVO
- TRABALHO DE RESSOCIALIZAÇÃO
- PEDEM A PRESENÇA DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DA DEFENSORIA PÚBLICA, DA PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA DE VEREADORES DE SALVADOR, VEREADORA VÂNIA GALVÃO, DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, DO JUIZ COORDENADOR DA VARA DE EXECUÇÕES PENAIS DR.MOACYR PITA LIMA E DA IMPRENSA.

Atenciosamente,Comissão de mobilização e imprensa do Núcleo de Simões Filho de Familiares e Amigos de Presos e Presas da Bahia

http://www.torturanuncamais-rj.org.br/Denuncias.asp?Coddenuncia=144

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O SOM DAS COMUNIDADES - 3° PARTE

TEXTO E FOTOS: FABIO DA SILVA BARBOSA E LUIZ HENRIQUE PEIXOTO CALDAS
ENTREVISTAS

FALA AMILCKA

Com mais de quinze nos de carreira, o MC Amilcka, que canta vários sucessos, que estão no gogó da rapaziada das diversas comunidades carentes de Niterói nos conta um pouco dessa nova etapa do funk.

COMUNIDADE: Como anda o seu trabalho nessa nova fase?

AMILCKA: O Funk mudou muito de perfil. Mudou para melhor. Estou na maior correria, na maior batalha. Graças a Deus. Estamos trabalhando com jovens de 16 a 25 anos, promovendo festas de paz, onde alegria e diversão acontecem. Acaba que não só os jovens, mas pessoas de diversas idades participam, já que é um ambiente super agradável, como vocês podem ver. Idosos comparecem trazendo seus filhos para curtir. Estamos também captando vários jovens que tem um trabalho interessante para mostrar e dando espaço a eles. Damos oportunidade.

COMUNIDADE: Existem nomes de destaque entre esses jovens?

AMILCKA: Claro. Todos são muito competentes. Temos grandes nomes que já possuem um público fiel. Posso citar aqui a companhia Top Dance, a Elite Show e tem também Os Perseguidores que estou lançando junto com @lpiste e já tem duas músicas emplacando, que são “Pose para foto” e “Língua igual a Motor”. Os moleques estão arrebentando.

COMUNIDADE: Por que a receptividade do funk tem sido melhor que alguns anos atrás?

AMILCKA: Porque é um trabalho feito sem violência. É um lazer tranqüilo.

COMUNIDADE: O que acontece nessas festas?

AMILCKA: A galera curte e dança ao som do funk, hip hop, aché... Rola todos os ritmos para agitar.

COMUNIDADE: A gente falou aqui sobre mudanças no perfil do funk. O que realmente mudou?

AMILCKA: Eu acho que a maior luta que tivemos até hoje foi à violência zero. Antigamente quando se falava em baile funk se pensava logo em violência, agora se pensa em dança, em curtição, em namoro e em beijo na boca. Pensa em Mulher Melancia, aquela coisa maravilhosa. O funk hoje é isso aí. Antigamente era coisa de maluco, hoje em dia já é mais bem aceito. Mas ainda falta muita coisa para conseguirmos chegar lá.

SOLTA O SOM @LPISTTE

@lpiste DJ Funk, 29, é a nova sensação do Funk Carioca. Morador da engenhoca, Travessa 28, está com a agenda lotada para os próximos meses. Mas atendeu a página da Comunidade com todo prazer.

COMUNIDADE: Como você conseguiu ser a sensação da nova safra do funk?

@LPISTE: O MC Amilcka que me lançou nesse projeto do funk. Comecei trabalhando na produção, ajudando com água e microfone. Um dia nosso empresário Sylvio Dávila resolveu me colocar como DJ. Hoje me formei como DJ. Hoje mesmo, dia 26 de julho. Agora posso dizer q sou realmente um DJ.com diploma e ninguém pode falar que não sou DJ,por que no começo me criticaram muito.

COMUNIDADE: O que você acha que é mais importante para uma trajetória de sucesso?

@LPISTE: A persistência. A pessoa tem de entender que nada é fácil, tudo q vem fácil vai fácil. Nada cai do céu.e tem q ter muita humildade. Nesse curso conheci pessoas deficientes que estavam lá correndo atrás. Cheias de vontade de viver.

COMUNIDADE: Além de estarmos aqui para fazer essa entrevista, estamos começando a filmar o documentário que vai contar sobre essa nova tendência dentro do funk, o que vai ser um ótimo exemplo para os jovens de comunidade. O que as pessoas podem esperar desse filme que estamos fazendo juntos?

@LPISTE: Olha rapaz... Em certo ponto vocês caíram do céu. È muito difícil ver uma rapaziada começar a fazer reportagem e botar o funk no meio. Por que há 12 anos atrás era discriminado. Eu espero que esse documentário seja o documentário que o funk merece há muito tempo. Eu, o Amilcka e os Perseguidores estamos juntos com a Comunidade Editoria e o Jornal Uniterói.

COMUNIDADE: Quando você diz que ele era discriminado quer dizer que hoje não é mais?

@LPISTE: Ele ainda é. Só que depois de “Som de Preto”, do Amilcka, você já vê o funk na televisão. Toca na Globo, na Record... Toca em qualquer lugar. Isso para a gente é muito bom. O preconceito ainda existe, só que você pode ver o entrosamento da classe média e da classe alta nos eventos. O que demonstra que isso diminuiu.


ANDRÉ LUIZ E A COMPANHIA TOP DANCE

André, produtor da Companhia Top Dance, nos falou um pouco sobre o trabalho da companhia, em meio aos preparos para a apresentação.

COMUNIDADE: Qual o seu papel na companhia Top Dance?

ANDRÉ: Produtor

COMUNIDADE: A quanto tempo existe a Top Dance?

ANDRÉ: Nove anos.

COMUNIDADE: Como são as apresentações?

ANDRÉ: tem as meninas e os rapazes que fazem uma apresentação de dança em vários estilos.

COMUNIDADE: Não é só funk?

ANDRÉ: Não. O funk é um dos ritmos. Também dançamos hip hop, axé, entre outros. Qualquer um que você quiser. Jazz também... tudo

PERSEGUIDORES SE APRESENTAM

Antes do show Os Perseguidores nos deram uma palhinha e fizeram as apresentações.

COMUNIDADE: Vamos fazer diferente com vocês. O microfone vai passar de mão em mão e cada um da o seu recado.

TOTA: Eu sou Tota dos Perseguidores e estamos juntos na correria com o DJ @lpiste e o MC Amilca. Só família.

Faísca: Nós somos Os Perseguidores e estamos na luta pelo funk do bem. Sou o vocalista Faísca.

PEPI: Sou Cléber dos perseguidores, nessa luta maior tempão, lutado por um funk melhor. Sem drogas e sem brigas. Funk do bem mesmo. Tamo junto.

TUCA: Esse é o nosso sonho, por isso estamos tanto tempo atrás. Esse é o nosso talento e é a única coisa que sabemos fazer.


AGRADECIMENTOS: A TODA COMUNIDADE FUNKEIRA POR NOS RECEBER COM TANTO CARINHO.

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS: @LPISTE DJ FUNK, POR TER NOS APRESENTADO AO VERDADEIRO ESPÍRITO DO FUNK, QUE VAI MUITO ALÉM DO QUE A MÍDIA CONVENCIONAL MOSTRA.
MAIS FOTOS PODEM SER VISTAS NO PROFILE DO ORKUT COMUNIDADE EDITORIA

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O SOM DAS COMUNIDADES - 2° PARTE

INDO CONFERIR

Fomos convidados pelo DJ @lpiste para conhecer um de seus eventos na Rua Professor João Brasil, no bairro do Fonseca em Niterói, no campinho. E pudemos conferir tudo que ele já havia nos contado em nossas primeiras conversas.
Chegamos no exato momento em que ele assumiu o equipamento de som, sendo recebidos pelo MC Amilcka, que dispensa maiores apresentações. @lpiste fez a galera toda sair do chão, pontuando a noite com uma das melhores apresentações. O público, animado, posou para diversas fotos e filmagens que fizemos. Era um clima tão aconchegante, que logo nos provou que tudo era verdade. Violência zero. Nada de drogas, a não ser o álcool que foi consumido de forma amena, sem provocar nenhum tipo de incidente desagradável. Nada relacionado à prostituição, apenas o swing sex observado em qualquer ritmo latino.

MC AMILCKA RECEBENDO OS PARTICIPANTES DA FESTA, ENQUANTO AS MENINAS DANÇAM AO FUNDO

Os perseguidores entraram na seqüência fazendo uma ótima apresentação e mostrando a que vieram. Depois houve a apresentação de duas companhias de dança. A top Dance, seguidos pela Elite Top Show. Só vendo. Coreografia e música na mais perfeita sintonia. Após as apresentações fizemos algumas entrevistas que vocês podem conferir agora.

VEJA AS DEMAIS FOTOS DA CHOPPADA ORKUTXMSN NESSE BLOG OU EM NOSSO PROFILE DO ORKUT

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O SOM DAS COMUNIDADES - 1° Parte

TEXTO E FOTOS:
Por: Fabio da Silva Barbosa
e Luiz Henrique Peixoto Caldas

Uma característica que temos observado nas comunidades visitadas por nosso projeto, é a forte veia cultural que aflora, apesar de toda dificuldade, promovendo a felicidade de seus moradores. A música é sem dúvida a forma de expressão mais marcante nesses locais. Todos os estilos têm seu espaço garantido. Do Reggae ao Rock. No final de semana sempre tem alguma coisa acontecendo para que essa gente trabalhadora possa relaxar de seu dia a dia de batalhas vencidas.




ATUALMENTE O BAILE FUNK É VIOLENCIA ZERO E DIVERSÃO GARANTIDA.


O samba e o pagode, já consagrados pelo público, têm raízes na própria história desse povo e é uma atração indispensável para os turistas que aparecem no carnaval. Inicialmente tratado com preconceito e até criminalizado, ele vem mostrando que a história se repete. Atualmente outro movimento musical que vem saindo do morro e ganhando o asfalto, o Funk Carioca, mostra os talentos que viveram por tanto tempo sem o devido valor. Assim como o samba, ele era tido como coisa de bandido, mas hoje circula por diversas classes sociais e tem se mostrado bem diferente da imagem que se fazia.

A DANÇA SENSUAL É MARCA REGISTRADA LATINA.


O Funk nasceu nos Estados Unidos, na década de 60, com o pianista Horace Silver, que misturou jazz e soul music. James Brown foi o principal nome do funk americano, imprimindo no ritmo suas principais características. O funk chegou ao Brasil na voz de Gerson King Combo, Tim Maia e Tony Tornado. Logo, surgiram as primeiras equipes de som do Rio de Janeiro, como a Furacão 2000 e a Soul Grand Prix, que organizavam os bailes na periferia da cidade. Na década de 80, o funk do Rio sofreu influências de um ritmo da Flórida, o Miami Bass, que resultou no Funk Carioca. Com batidas eletrônicas mais rápidas e características do povo que abraçava esse estilo, sempre sensual (sem confundir sensual com pornográfico é claro) e controverso, se identificando com esse novo modo de fazer música.


MOMENTO DA CHOPPADA ORKUTXMSN - BOMBOU


Depois da grande explosão, quando discos como o Funk Brasil de 1989, rodavam em diversas vitrolas pelo Rio, o ritmo ficou completamente preso a seu próprio meio. Restrito as comunidades carentes e completamente excluído da grande mídia. Em Niterói várias comunidades se destacavam com seus bailes, como o Cavalão em Icaraí. Alguns Clubes como o Pioneiros, no Vital Brasil, ainda promoviam os bailes fora das comunidades. “Antigamente tinha o clube Tamoio. Nessa época, quando entravamos no ônibus para ir a esses bailes as pessoas nos olhavam com medo. Parecia que íamos assaltar os passageiros. Hoje isso está mudando. Ainda existe muito preconceito, mas estamos percebendo a mudança nesse modo de pensar. Muitas pessoas das classes mais altas estão freqüentando nossas festas e choppadas, conhecendo melhor nossa proposta de diversão saudável. Não tem briga, nem nada disso. A coisa acontece na paz.” Relatou @lpiste DJ Funk, um dos principais nomes da nova geração do Funk Carioca.


DJ @LPISTE E MC AMILCKA FAZEM A ALEGRIA NOS OUVIDOS DA GALERA


O DJ (Disc Jóquey) é o responsável pela sonorização dos eventos, enquanto o MC (Mestre de Cerimônia), que teve sua origem no Hip Hop, canta e faz o contato com o público. Eles não precisam mais ficar apenas em seus locais de origem, já que a maioria é oriundo de comunidades carentes. Diversos clubes estão abrindo espaço para a programação e além dos bailes, várias festas e choppadas dão lugar de destaque a eles.


O ALÔ DA RAPAZIADA

“O problema é que a grande mídia não mostra esse tipo de festa, mas se morrer alguém eles aparecem na mesma hora. Acaba virando um trabalho meio de urubu. Procurando sempre pela carniça.” Reclama Marcelo Gonzáles, 27, morador de Piratininga e assíduo freqüentador de bailes e festas onde o funk impera. “O funk deixou de pertencer apenas à favela para ganhar o mundo. São Paulo já tem funkeiro, na Europa o pessoal ouve direto.” Comemora Marcelo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

UM DIA ESPECIAL

GOSTARÍAMOS DE AGRADECER A NOSSA AMIGA LUDIMILA FREITAS, POR ESTAR DIVIDINDO COM A GENTE SEU TALENTO. SUA CONTRIBUIÇÃO VEM SENDO FUNDAMENTAL PARA O RESULTADO FINAL DE NOSSOS VÍDEOS.
VALEU LUDI.
VC É A MELHOR.
FSBLHPC