sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

NESSE DOMINGO COMEÇA O CAMPEONATO DE FUTEBOL DO ZULU - EDIÇÃO 2009/2010

(EVENTOS EM COMUNIDADES - COMUNIDADE EDITORIA APÓIA ESSA IDÉIA)
Em Santa Rosa
Estrada Alarico de Souza
Atrás do Colégio Salesiano
Niterói
Rio de Janeiro
No campo da comunidade

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Para Onde Vai o MST?

*Raymundo Araujo Filho

OBS: Nos links, clicar com a direita em cima e, depois, clicar em "abrir em outra janela"

Dia 20 / Jan / 2009 iniciou-se o XIII Encontro Nacional do MST, em um momento de grande e recente desilusão (por parcela da Direção do Movimento, mas quase a Base inteira) quanto às chances de haver algo parecido com Reforma Agrária neste (des)governo Lulla. E com clara mensagem de juntar a militância em um Estado, o RS, distante 4 mil Km de Belém, onde se realizou no dia seguinte do final do encontro, o FSM (Forum Social Mundial ), do qual o MST era participante aguerrido, notadamente para defender o Lulla, com as camisetas "100% Lula" e "Lula é Meu Amigo, Mecheu com Ele, Mecheu Comigo", e sem se furtarem em agir de forma grosseira, quando não ameaçadora, com quem se mostrava oposição, mesmo à esquerda do Lulla.

Se este distanciamento do FSM 2009 não é um recado, só pode ser um....Recado! Pois todos sabemos que, a exemplo dos dois últimos eventos em Porto Alegre, este em Belém é dado como já sequestrado pelo PT e os governistas do Pará e do Gov. Federal. E com presença de Lulla, "cansado" de ir a Davos. O presidente não iria ao FSM em Belém, se não tivesse "garantido" pelas "bases".

Neste início de ano, de forma sub textual foram expostas divergências claras que se passam no interior da Direção do MST. De um lado, o dirigente nacional do MST João Paulo concede entrevista ao jornal internético do PC do B (dia 3 / Jan / 2009), reconhecendo que "foi um ano difícil, mas que o MST não é oposição e nem situação em relação ao governo". O membro do Conselho Editorial do Brasil de Fato, mídia impressa e internética do MST, Alípio Freire escreveu-me dizendo que "este governo representa avanços de interesse dos trabalhadores", em ríspido debate internético e público que tivemos. Em que se pese que os dois citados teceram críticas, principalmente quanto ao abandono da Reforma Agrária. Mas, estranhamente viram avanços (sem explicarem quais) nas políticas de Lulla e sua equipe. Além de serem filiados ao partido, cujo (des)governo os (nos) traiu.

Já o Stédile em entrevista publicada n' O Globo (19 / Jan / 2009) foi um pouco mais longe e declarou que "O MST não vai orientar o voto para o PT, na sucessão de Lula, pois não podemos apoiar um governo que traiu o compromisso eleitoral com a Reforma Agrária".
Reportagem sobre isso pode ser lido clicando aqui.

Portanto, só um cego não vê que há uma profunda dissensão interna na Direção do MST, o que acho saudável. Afinal, ninguém iria NÃO recomendar votos, em um Partido que possibilitou "avanços" para a Classe Trabalhadora. Pena que eles prefiram discutir, sem expor à sociedade as suas divergências, pois assim, poderiam receber inspirações que não sejam apenas de suas minúsculas "organizações de vanguarda(?)" que compõem a Direção Nacional do MST. Pois se ouvissem realmente as Bases do Movimento, já teriam rompido com Lulla, há muito tempo.
Mas o fato é que, embora Stédile tenha avançado, ainda não declarou-se Oposição ao Lulla. Talvez estejam esperando uma resolução conjunta do Encontro Nacional. Quem sabe não haverá no evento, não uma queima de fogos ou bandeiras dos eua e israel apenas, mas sim de fichas de filiação ao PT, além de uma conclamação aos dois governadores convidados, o Requião (PR) e Jackson Lago (MA), que são da Base Aliada do presidente Lulla, em clara contradição política. Ou não?

Mas, há uma outra questão da maior importância, abordada por Stédile em sua entrevista. Diz ele que "o Projeto de Reforma Agrária que reivindicávamos está ultrapassado. Vamos para as Cidades fomentar greves". Na avaliação de Stédile sem o Povo das Cidades mobilizados, não haverá alento no Campo. O que concordo, e há muito. Mas, sei que tinham medo de urbanizar o debate, como eu propunha, pois isso poderia gerar uma onda anti-Lulla, em quem eles ainda apostavam, como benfeitor do MST, e não como FEITOR, como se tornou.

Posso dizer que concordo com esta frase do dirigente do MST. Mas temo que este movimento não esteja sendo proposto, na direção que expus no artigo Opção de Lutas à Esquerda (maio / 2008). Aliás, este artigo foi o motivo de minha expulsão de uma Lista de discussão moderada por um grupo de Lullo Petistas, de nome oquintopoder.

Penso que a mesma preocupação que demonstro, também é veiculada no artigo publicado no Correio da Cidadania, assinado pelo Roberto Malvezzi, o Gogó, Coordenador da CPT (Comissão Pastoral da Terra, em artigo muito bem justificado, notadamente nos dois últimos parágrafos, onde coloca claramente que "na luta pela terra está o futuro do MST".

E, creio que o meu temor é justificável. Ora se Stédile diz que "o modelo de Reforma Agrária que reivindicamos está ultrapassado, sem explicar onde e qual o projeto substituto, além de dizer que estão indo para as cidades organizar greves", está claro que pode ser uma indicação de certo abandono das Ações Concretas pela ocupação de terras para a Reforma Agrária, indo o MST apoiar e fomentar as reivindicações dos trabalhadores urbanos. Além do que, pode ter uma compreensão diferente sobra a ida do MST para as cidades, como coloco em meu artigo citado mais acima, que teria a característica principal de mobilizar o Setor Urbano para a necessidade da distribuição de terras no Campo, para os Agricultores Familiares ensejarem uma produção de alimentos e agrícola, fora dos moldes predadores ao meio ambiente, impostos pelo Agronegócio ou Produção Empresarial.

Assim, espero que se faça a boa Luz neste XIII Encontro Nacional do MST em Sarandi (RS), e que a Base da Militância dos Sem Terra faça seus dirigentes verem que não é hora de recuos, mas sim de avanços na busca de aliados para a principal Luta dos Movimentos Sociais que, como bem nos mostra Roberto Malvezzi (CPT), é pela Reforma Agrária, como a solução mais adequada para que se faça Justiça Social neste Brasil.

Ao meu ver, não é o Modelo de Reforma Agrária reivindicada que está errada, mas sim a tática de tentar fazê-la, a partir da complacência com este governo entreguista, a qual denunciamos há muito, sob fogo cerrado e prejuízos pessoais e profissionais, por conta de sermos considerados mal vindos, pelas críticas que sempre fizemos sobre a Natureza entreguista e reacionária (senão pior) do (des) governo Lulla.

Todo o apoio ao MST! - Mas sem perder a independência crítica à Direção do Movimento, para a qual, ao meu ver e sentir, faltou clareza, independência e generosidade com seus críticos pela esquerda.

*Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata, que pode morrer teso, mas não vai entregar a rapadura.

ABAIXO-ASSINADO

http://www.petitiononline.com/Imbuhy/petition.htmlhttp://defesadaaldeiaimbuhy.blogspot.com/

Os abaixo assinados, em acordo com à Associação dos Moradores da aldeia do Imbuhy (ASMAI), vêm solicitar aos órgãos públicos competentes a permanência da Comunidade tradicional da Aldeia do Imbuhy - Niterói/RJ ao seu lugar de origem visando a preservação da dignidade humana através do Decreto nº. 6.040/07 que regulamentou a proteção dos direitos e dos conhecimentos e saberes das populações tradicionais ou locais.
Esta mensagem foi enviada por Preservação Nit. Para ver o perfil de Preservação, clique aqui.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Amigos e Colaboradores da Aldeia Tekoa Mboy-Ty,

De:
"Tekoa MBoy-Ty (Aldeia Guarani de Niterói)"

Estaremos aguardando a todos amanhã, a partir das 16h, para a Assembléia da Comissão Indígena de Niterói - CIN na Sede do Conselho Comunitário da Orla da Baía.

· LOCAL : SEDE CCOB – RUA GAL. ANDRADE NEVES, 186
(ATRAS DO PLAZA SHOPPING) – TEL. 2609-3395/8894-8867

A sua presença é muito importante!

Abraços Fraternos,

Os Colaboradores da Aldeia Tekoa Mboy-Ty/ Cacique Darci Tupã

Apoio mútuo: Solidariedade à Aldeia Imbuhy

Por: Winter Bastos

A Aldeia Imbuhy é uma comunidade de pescadores fundada no século XIX entre os bairros de Piratininga e Jurujuba, em Niterói (RJ). A permanência da comunidade no local tem relevância ecológica, social e histórica: Ecológica porque a comunidade vive em perfeito entrosamento com o ambiente natural há mais de um século, ao contrário do tipo de empreendimento que forasteiros querem impor na região; importância social porque lá residem famílias que se tornariam sem-teto se expulsas do lugar; relevância histórica pelo fato de a comunidade fazer parte da memória do município e de lá ter sido bordada a primeira bandeira nacional do país (por Dona Flora Simões de Carvalho).
No final do século XIX, o exército pediu permissão aos moradores para ocupar a Ponta do Imbuhy. Os pescadores, gentilmente, deram a permissão e hoje estão sendo ameaçados de expulsão por esse mesmo exército que quer ceder a área para uma empresa estrangeira construir um hotel de luxo.
Não podemos nos calar diante dessa atrocidade que – para gerar lucro astronômico a uns poucos – ameaça o meio ecológico e a vida de dezenas de trabalhadores.
Em Niterói circula um abaixo-assinado pela permanência dos moradores e no Orkut há uma comunidade “Em defesa da Aldeia Imbuhy”. É importante mantermos vivo o apoio mútuo, nos solidarizando e até estando presentes para ajudarmos os pescadores na resistência a uma eventual tentativa de expulsão.


Apoio:

* O Berro (fanzine) - o.berro@hotmail.com

* INVERSO&AOCONTRÁRIO (blog) – inversoeaocontrario.blogspot.com

* Comunidade Editoria (projeto jornalísticoantropologosocial) –comunidadeeditoria.blogspot.com

* Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ) - www.farj.org

* Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD.RJ) - mtdrio.wordpress.com







terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Homenagem à Uruçumirim no dia de São Sebastião


.Renata:

Amanhã, 20 de janeiro, comemora-se a fundação da cidade do Rio de Janeiro e dia de São Sebastião, paradoxalmente, embora a história não conte, também é lembrado o dia do massacre dos índios Tupinambá em sua aldeia mãe "Uruçumirim", no Rio de Janeiro, onde também, paradoxalmente foi erguida a estátua de Estácio de Sá, o grande mentor do massacre.
Em desagravo à história retorcida, e em cerimônia aos também nossos antepassados, índios de diversas tribos se reunirão ao pé da estátua entre as 10 e 11 horas da manhã quando será realizada uma cerimônia.Pedem-se aos representantes das mais diversas etnias brasileiras que venham ao evento devidamente pintados, ornados e, se possível, com os seus arcos e flechas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CONHEÇA ESSAS COMUNIDADES DO ORKUT E USE ESSES ESPAÇOS COMO LOCAIS CONSTRUTIVOS DE DEBATES E TROCAS DE IDÉIAS.

Em defesa da Aldeia Imbuhy (174 membros)
A Aldeia Imbuy em Niterói no Rio de Janeiro é composta por caiçaras que estão no local a muitos anos, são anteriores a construção do Forte Imbuy e aos militares.A primeira bandeira da república foi bordada por uma antiga moradora. Querem despejar 32 famílias da Aldeia do Imbuhy.Na praia do Imbuhy, o Exército instalou um hotel aonde era a escola da comunidade. De águas limpas, a praia é privativa. Só a freqüentam militares e convidados.
http://defesadaaldeiaimbuhy.blogspot.com/

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=68053129





Sua Majestade o Baião (5 membros)
suamajestadeobaiao2.blogspot.com

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=68795621





Centro de Midia Independente (2.656 membros)
centro de midia independenteodeia a midia? seja a midia!





Marçal de souza TUPÃ i (18 membros)
Marçal De Souza O banguela dos lábios de mel. Marçal de Souza, TUPÃ i, por muitos chamado de Marçal Guarani nasceu no dia 24 de dezembro de 1920, foi brutalmente assassinado em 25 de novembro de 1983 no município de Antônio João-MS foi um líder guarani que grande parte da sua vida lutou em prol do seu povo.. Denunciando a exploração nas aldeias indígenas.Um pouco antes da sua morte ele teria dito:"sou uma pessoa marcada para morrer, mas por uma causa justa a gente morre...".
DOCUMENTARIO: Marçal de Souza Tupã i : Pequeno Deus, um grande ideal uma história esquecida.




Comunidade Editoria (49 membros)
Comunidade Editoria é o trabalho Jornalísticoantropologosocial realizado por Fabio da Silva Barbosa e Luiz Henrique Peixoto Caldas nas mais diversas comunidades existentes. Conheça mais sobre esse trabalho.