quinta-feira, 4 de junho de 2009

ENVIADO POR EVANDRO DOURADOS MS

De:
"Evandro Santos Pinheiro"
evandrosantospinheiro@gmail.com
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A atriz global e pecuarista Regina Duarte, em discurso na abertura da 45ª Expoagro, em Dourados (MS), disse que está solidária com os produtores e lideranças rurais quanto à questão de demarcação de terras indígenas e quilombolas no estado.
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“Confesso que em Dourados voltei a sentir medo”, afirmou a atriz, neste domingo (18), com referência à previsão de criação de novas reservas na região de Dourados. “O direito à propriedade é inalienável”, explicou ela, de forma curta, grossa e maravilhosamente elucidativa o que faz do BRASIL um Brasil. Em verdade, ela deve estar sentindo medo desde a campanha presidencial de 2002…
(O deputado Ronaldo Caiado, principal defensor desses princípios, deveria cobrar royalties de Regina Duarte… Inalienáveis deveriam ser o direito à vida e à dignidade, mas terra vale mais que isso por aqui.)
“Podem contar comigo, da mesma forma que estive presente nos momentos mais importantes da política brasileira.” Ela e o marido são criadores da raça Brahman em Barretos (SP).
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Dos 60 assassinatos de indígenas ocorridos no Brasil inteiro em 2008, 42 vítimas (70% do total) eram do povo Guarani Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, de acordo com dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). “Ninguém é condenado quando mata um índio. Na verdade, os condenados até hoje são os indígenas, não os assassinos”, afirma Anastácio Peralta, liderança do povo Guarani Kaiowá da região.
“Nós estamos amontoados em pequenos acampamentos. A falta de espaço faz com que os conflitos fiquem mais acirrados, tanto por partes dos fazendeiros que querem nos massacrar, quanto entre os próprios indígenas que não têm alternativa de trabalho, de renda, de educação”, lamenta Anastácio Peralta.
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A população Guarani Kaiowá é composta por mais de 44.500 indígenas. Desse total, mais de 23.300 estão concentrados em três terras indígenas (Dourados, Amambaí e Caarapó), demarcadas pelo Serviço de Proteção ao Índio (criado em 1910 e extinto em 1967), que juntas atingem 9.498 hectares de terra. Enquanto os fazendeiros, muitos dos quais ocuparam irregularmente as terras, esparramam-se confortavelmente por centenas de milhares de hectares. O governo não tem sido competente para agilizar a demarcação de terras e vem sofrendo pressões até da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Mesmo em áreas já homologadas, os fazendeiros-invasores se negam a sair - semelhante ao que ocorreu com as Terras de Raposa-Serra do Sol.
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É esse massacre lento que a pecuarista apóia, como se as vítimas fossem os pobres fazendeiros. Só espero que, na tentativa de apoiar a causa, ela não resolva levar isso para a tela da TV, em um épico sobre a conquista do Oeste brasileiro, nos quais os brancos civilizados finalmente livram as terras dos selvagens pagãos.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009

MÓDULO DO PROGRAMA MÉDICO DE FAMÍLIA E CENTRO DE ZOONOSES REABRIRAM HOJE NO MORRO DO CÉU


As duas unidades passaram recentemente por reformas e serão colocadas novamente em funcionamento para o atendimento à comunidade local, que soma atualmente cerca de 2.800 moradores. A novidade, desta vez, é a parceria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) com a secretaria municipal de Esporte (SME).
Segundo a representante da Secretaria Municipal de Esportes junto ao Pronasci, Ana Cláudia Gomes de Almeida, o programa beneficia 800 jovens de 17 a 25 anos, das comunidades do Caramujo e Preventório, e também conta com o apoio do Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), também da União.
O auditório do CCZ foi reformado e abrigará oficinas de dança, capoeira e percussão, que irão acontecer de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. As aulas de futsal e vôlei continuarão a ser oferecidas na tradicional quadra do Caramujo. Já as aulas e partidas de futebol irão acontecer em dois campos instalados no Morro do Céu.
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EM TEMPO: Recebemos essas boas notícias por e-mail da secretaria de saúde. Tomara que tudo realmente aconteça deste jeito, pois a galera merece.

terça-feira, 2 de junho de 2009

ESTÁ CHEGANDO A HORA

FALA AÍ RAPAZIADA

DIA PRIMEIRO DE JULHO ESTÁ CHEGANDO, E COM ELE O LANÇAMENTO DO NÚMERO 1 DO COMUNIDADE EDITORIA JORNAL IMPRESSO. CONTAMOS COM A AJUDA DE TODOS PARA CONSEGUIR RODAR ESSE VEÍCULO QUE DARÁ VOZ A MASSA. ANUNCIE SUA BANDA, SITE, APARELHO DE TV VELHO OU O QUE FOR. SEU JORNAL PRECISA DE SUA AJUDA PARA EXISTIR.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

LECC CONVIDA

Olá Amigos,

O LECC - Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária da UFRJ gostaria de convidá-los para a nossa próxima PaLECC “A AÇÃO POLICIAL NAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS”.


“Seu único crime foi dar voz a uma comunidade!

As rádios comunitárias são legítimas representantes das comunidades, dando voz à sua população. Mas a luta pela regularização é cheia de obstáculos.
A PaLECC “A AÇÃO POLICIAL NAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS” vai tratar dessas dificuldades e contará coma participação de Graça Rocha, ex-presidente da Rádio Novo Ar, fechada de forma arbitrária há pouco tempo. Não bastasse a proibição, ela ainda dói condenada a prestar serviços comunitários.
Graça Rocha dará seu testemunho, falando da luta da Rádio Novo Ar, sem dúvida partilhada por tantas rádios comunitárias do país.”

Local da palestra: UFRJ Campus da Praia Vermelha – Av. Pasteur, 250, Escola de Comunicação – Sala 140 da pós-graduação

Data: 4 de junho de 2009

Horário: 17:30h

Espero todos vocês!
Nathália Ronfini
(Bolsista do LECC responsável pelas PaLECCs)Visitem nosso site e conheçam um pouco mais sobre o LECC: http://www.pos.eco.ufrj.br/lecc/

domingo, 31 de maio de 2009

COMUNIDADE DO EUCALIPTO

POR FABIO DA SILVA BARBOSA
E LUIZ HENRIQUE PEIXTO CALDAS
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Jacó conhecendo o UNITERÓI

A comunidade do Eucalipto vem buscando formas diferenciadas de organização na tentativa de sanar suas dificuldades. Enquanto a maioria das comunidades busca nas tradicionais associações, onde um Presidente fica a frente das decisões e conta com um número limitado de colaboradores, um representante que solucione suas demandas, no Eucalipto a aposta é na união de todos os moradores em busca de soluções participativas. Aldeci Freitas, 47, mora ha mais de 20 anos no lugar. Aldeci, conhecido por todos como Nica, explicou o seguinte:
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Moradores reclamam da dificuldade de acesso na comunidade
"Não estamos preocupados em ter uma associação com um presidente, mas em reunir todos os moradores que tiverem interesse em melhorar o lugar onde vivem. Tudo que temos aqui foi feito na base do mutirão. Das escadas aos encanamentos".
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O saneamento foi eleito como o pior problema local

Apesar dos esforços dos cerca de mil moradores que vivem nessa parte do Fonseca, fica difícil suprir todas as necessidades. O saneamento é um dos problemas mais citados. A dificuldade financeira impossibilita a criação de um sistema de esgoto adequado e em muitos pontos podem-se observar resíduos de esgoto pelos caminhos. A parte que se localiza atrás do DETRAN passou por mudanças positivas. Nica disse que antigamente aquilo parecia um pântano. "Mas o DETRAN resolveu o problema do esgoto que havia nesse pedacinho que pega os fundos. Também era interesse deles. Aquilo podia até desmoronar do jeito que estava."
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Aldeci Nica nos recebeu muito bem e apresentou o lugar

As escadas construídas pelos moradores estão precisando de reparos e existem locais correndo riscos de desabamento. Nica afirma que o problema é a baixa renda da população, não a falta de vontade, e que muitas vezes o morador tem de escolher entre comprar comida e fazer obra. Para ele a escolha beira ao obvio. Em dias de chuva os pontos mais críticos ficam praticamente inacessíveis, causando grande transtorno aos que precisam entrar e sair do local.
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Canos e ruas danificadas

O lixo que ficava espalhado pelas ruas foi reduzido após a construção de um pequeno depósito na entrada da comunidade, na rua Desembargador Lima Castro. "Fizemos essa obra e colocamos um portão para os animais não rasgarem os sacos. A coleta passa regularmente por aqui e leva tudo." Outra obra promovida por Nica e seus companheiros foi à caixa de correio que fica próxima a lixeira. Ele disse que tem pensado em fazer uma com divisórias. Um compartimento para cada casa.
A Policlínica Regional R. Guilherme March, assiste a saúde da comunidade satisfatoriamente segundo Nica. Para ele sempre tem quem reclame, mas a quantidade de pessoas atendidas pelo serviço é grande, já que se responsabiliza por toda a área do Fonseca, e que normalmente todos saem com o atendimento concluído. A quadra poliesportiva construída atrás dela serve como ponto de encontro e local de lazer para a comunidade. Uma bomba abastece todo o lugar e a cisterna construída em sistema de mutirão guarda água suficiente para todos. O responsável por ligar a bomba é o morador Jaíro.
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As escadas estão em péssimo estado

"Nosso maior problema aqui é o saneamento e a pavi-mentação, que apesar dos esforços, não conseguimos resolver. O resto conseguimos quebrar o galho" Comenta Nica, enquanto mostra orgulhoso a cisterna e a bomba d’água.
Outra Felicidade para ele foi o corrimão improvisado com o alambrado do antigo campo, onde foi montada a quadra. "Eu mesmo inventei isso"