terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

reuniões das associações de moradores de niterói


por: fabio da silva barbosa e luiz henrique peixoto caldas


Assim que entramos no grande salão tivemos a grata surpresa, de ali encontrarmos, vários presidentes de Associações de Moradores com quem já havíamos tido contato anteriormente. Maurinho (Presidente da Grota), Valadares (Presidente reeleito na Martins Torres), Carlos Momoco (Ex-presidente da Beltrão) e Rogerinho (morador e forte liderança dentro do Morro Boa Vista). Foi uma reunião amistosa com um farto lanche no final.
O encontro vem acontecendo desde fevereiro de 2008, reunindo inicialmente de 15 a 20 associações de moradores. Em maio já reunia 40 associações. Hoje o número ainda não para de crescer. Antonio Luzia Jacobe, fundador do movimento comunitário de Niterói e presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (FAMNIT) por dois mandatos, está de frente nessa empreitada que visa trazer maior união entre as comunidades carentes da cidade e maior contado com a prefeitura. Ele conta que no início havia vários grupos que sentavam para discutir, mas que hoje a aliança já foi tão fortalecida que aconteceu a fusão em único grupo. “Mas dentro desse grupo existem vários. Existe o grupo de mulheres, a juventude socialista, o núcleo de articulação comunitária que é filiado ao PDT, partido do atual prefeito da cidade, que vem oferecendo sua sede como ponto de encontro para as reuniões, além de um grupo de idosos, que no momento se encontra um pouco desarticulado, mas já estamos tratando de reorganizá-lo.” Explica Antonio.
Quando perguntado sobre as expectativas sobre o novo governo de Niterói, <-Antonio Luzia se mostrou esperançoso e disse que agora o prefeito está vindo com maior experiência, o que de acordo com seu ponto de vista será positivo para as comunidades. Ele ainda lembrou de que anteriormente já havia trabalhado com Jorge Roberto Silveira, quando foi escolhido por eleições diretas para assumir o cargo de Coordenador de Assuntos Comunitários. “Foi à primeira eleição direta comunitária e fui eleito por 54 associações comunitárias.” Ao ser perguntado se a reunião sendo feita na sede de um partido atrapalharia a algumas associações de participar, já que existem líderes de outros partidos e ainda aqueles que são apartidários ele respondeu prontamente que não. “Tem pessoas aqui de outros partidos. O objetivo é comunitário. O Prefeito estar abrindo espaço para a gente é um fato positivo. As associações precisam desse canal aberto, independente da opção política. O que é comunitário não pode ter partido. Eles têm o direito de fazer suas reivindicações ao Prefeito.” Antonio Luzia Jacobe acredita que a confiança adquirida durante seus anos a frente dos movimentos sociais facilitou na organização dessa nova frente comunitária que está se formando e agregando cada vez mais adeptos. “Devido ao trabalho que fiz, as pessoas acreditam muito em mim. Minha estrada não começou hoje.” Os encontros vêm acontecendo quinzenalmente, as quintas feiras das 19 às 21 horas na sede do PDT, ao lado do Jardim São João. Maiores informações no próprio local.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

COMENTÁRIOS QUE CHEGAM

"Vila Ipiranga - Parte II"
1 comentário -
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Angeline disse...
Gostaria de ler aqui sobre o crescimento desordenado do bairro de Santa Rosa, principalmente das favelas.O que o poder público tem feito para resovler e impedir isso?

RESPOSTA:
Esse assunto é muito complexo Angeline
Para falar a verdade a única medida decente que o poder público pode tomar para resolver isso é dar condições dignas a esas pessoas para que elas possam se organizar de outra forma.
Enquanto tivermos pessoas ganhando um salário ridículo que mal dá para elas sobreviverem, fica difícil acreditar que elas possam ir até um dos novos prédios caríssimos encomendar o seu apartamento devidamente aprovado pela prefeitura.
Aliás esse aparecimento de prédios enormes por todo o lado é muito mais sério e desordenado, pois em uma rua que havia algumas casas podemos ver vários prédios subindo, sem um suporte de água e esgoto acompanhando esse crescimento.
Só que a visão elitista da sociedade chama isso de desenvolvimento e continua crucificando os que com muito custo arrumam um lugar para morar.
FSB

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É Rir Pra Não Chorar :

Por: Aline Naue

Compartilhando aqui da situação do ensino superior público no Rio de Janeiro, como da UFRJ; ou da UFF onde estudo: Houve mesmo certo avanço nas oportunidades de vagas em cada curso e maior quantia de diferentes graduações nos últimos semestres.
Bem se sabe que essa era uma das propostas do famoso REUNI. Mas não há uma maior verba à educação realmente e, ao mesmo tempo entram mais e mais alunos na faculdade.
Os gastos com a população são sempre ínfimos (se põe um pouco mais de dinheiro pra algo, como pra Saúde, é que tirou de outro, da educação, por exemplo). A maior fatia do bolo fica sempre para os gringos, para o pagamento de dívidas e ao crescimento econômico.
Ficaria indignada mesmo que não fosse estudante, pois tem cada absurdo... Enquanto não fazem descontos de passagens pra os jovens, não investem de verdade numa formação integral a eles, numa maior preparação à área tecnológica; só aumentam os gastos com as passagens, essas que se compram pra ficar exatamente 5 horas no engarrafamento como fiquei na semana passada!!!
Ainda há outros gastos em constante e “sutil”aumento, até mesmo em contas de luz...
E os políticos??? Aumentam generosamente seus salários mais e mais, mesmo nesse cenário de crise.
Essa última notícia foi demais em?!
Onde vão parar os absurdos???
O que mais fazer para se fazer mostrar enquanto atingidos ou simplesmente sensibilizados???

Pelo menos agora tem “o ópio” das folias de carnaval pra fazer esquecer as crises...

CHEGOU A GENTE DIVULGA


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA COM O AMIGO E COLABORADOR WINTER BASTOS

Por: Fabio da Silva Barbosa e Luiz Henrique Peixoto Caldas

Winter Bastos é escritor, formado em direito com pós em letras e lançou seu primeiro livro. “Malandragem, Revolta e Anarquia” é um estudo sobre três grandes nomes da literatura nacional. João Antônio, Antônio Fraga e Lima Barreto. Esse livro é um trabalho em conjunto com a atriz Nalini Narayam que está participando do filme “Dia de Simulado”, previsto para ser finalizado e lançado ainda esse ano.
O livro foi lançado pela Editora Achiamé e pode ser conseguido nas mais diversas livrarias ou pela própria editora através do endereço: Caixa Postal 50083, Rio de Janeiro, RJ – CEP.: 20062970. Telefax (21) 22082979. E-mail: letralivre@gbl.com.br
Além do livro, Winter ainda se encontra as voltas com o fanzine O Berro e contribui com os blogs comunidadeeditoria.blogspot.com, inversoeaocontrario.blogspot.com, além de diversos outros veículos virtuais e impressos. Foi Professor Universitário e atualmente trabalha no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Fale um pouco sobre o livro.

Winter: O livro fala sobre três escritores que considero muito importantes para a literatura brasileira. Embora estejam marginalizados na história da nossa literatura, são de grande importância por sua riqueza literária. Mesmo Lima Barreto, que é mais contemplado pela bibliografia universitária, ainda não foi devidamente estudado. Os outros dois então, mal são citados. João Antônio até é citado, mas muito menos que deveria. Antônio Fraga chega a ser um desconhecido apesar de ter renovado a linguagem literária de seu tempo. A ponto de ter sido elogiado por Oswald de Andrade.
Eu queria muito fazer esse estudo porque esses três autores deram voz ao marginalizado aqui no Brasil. E não era uma visão de fora. Não era o outro falando sobre. Tentou-se mostrar a visão desses grupos. O João Antônio, por exemplo, tem um conto chamado “O Guardador”, onde se encontra todo o modo de falar de um guardador de carros. Talvez por essa proposta mais radical eles próprios tenham sido jogados a margem. Quando você fala em marginal você fala de um problema social. Mas a marginalidade também pode ser vista como algo positivo culturalmente, já que certos grupos podem escolher ficar a margem do que é imposto pela regra geral. Da forma como esses autores fazem, ainda não tinha sido feito. Talvez, antes do Lima Barreto, o Manoel Antônio de Almeida tenha conseguido algo parecido no “Memórias de um Sargento de Milícias”. Além desse não me recordo de nenhum outro que mostre a classe pobre do jeito que o Lima Barreto viria mostrar. Com um que de jornalismo misturado a literatura. Nenhum desses três autores foi para a “Academia Brasileira de Letras”. O Lima Barreto se candidatou três vezes à Academia. Na primeira vez a candidatura nem foi considerada. A própria história de vida deles os aproximava mais da vida marginal do que da academia. Eram comportamentos antagônicos.

Como você constrói um trabalho de pesquisa como esse? É uma coisa fácil de fazer?

Winter: Não é fácil. Diria até que é extremamente difícil. Esse livro, por exemplo, foi feito em cima de um trabalho de mestrado, que como todo trabalho do tipo, é feito com um período pequeno para sua conclusão. Temos para isso, no máximo dois anos. A Universidade nos atrapalha com essas exigências de tempo cada vez menor. Eu ainda consegui uma brecha de mais seis meses para entregar essa dissertação.

Então essa obra seria sua dissertação de mestrado?

Winter: Ela nasceu de uma dissertação. Até por isso ela não foi tão prejudicada por essa questão de tempo escasso. Ela foi ampliada e o tipo de linguagem modificada.

Por que a necessidade de modificação no tipo de linguagem?

Winter: Porque agora eu não estava mais escrevendo para quatro pessoas na banca que iriam me dar uma nota. Eu estava escrevendo para qualquer pessoa que quisesse ler. Tirei muitos modismos e vícios acadêmicos. Apesar, já na época da dissertação, de ter usado o mínimo possível dessa linguagem muito acadêmica, o livro desengordurou ainda mais essa coisa, até praticamente sumir. Algumas coisas foram retiradas e outras acrescentadas. O livro ficou com um despojamento que é importante. É até curioso falar em despojamento. As pessoas pensam logo em fazer de qualquer jeito, mas esse despojamento é um despojamento trabalhado. Na verdade, é muito mais fácil falar uma frase difícil, que falar uma frase fácil. Essa aparente frase fácil é fruto de todo um processo que você tem de construir para aquilo ficar o mais natural possível. A difícil já tem aquelas fórmulas... Receitas de bolo para você por em uso e soar como é julgado ser a forma certa... a forma culta. Na escrita funciona assim. Esses autores tratados nessa obra conseguem demonstrar bem isso, já que eles tinham conhecimento necessário para escrever de um jeito convencional, mas preferiram outra coisa. E ainda bem que eles preferiram isso. Caso contrário estariam sendo comentados como qualquer um dos outros que são comentados hoje em dia. Talvez sem nada tão substancial quanto conseguiram fazer.

Qual material você utilizou como referencia na construção desse trabalho?

Winter: “Malagueta Perus e Bacanaço” de João Antônio, “Desabrigo” de Antônio Fraga e “A Nova Califórnia” de Lima Barreto. Essas obras me possibilitaram enxergar essa relação dos autores com a marginalidade. Isso vai se refratar respectivamente na malandragem, representada ali pelo João Antônio, na revolta, palavra chave para entender Antônio Fraga e na anarquia, opção política ideológica de Lima Barreto.

Compensa ser escritor?

Winter: A satisfação de ter uma obra publicada vem de conseguirmos partilhar todo conhecimento que adquirimos com as outras pessoas. Mas não é fácil publicar um livro no Brasil de hoje... Acredito que em outras partes do mundo também não. Nós vivemos em uma sociedade que está voltada para o lucro fácil. Então se você faz uma ficção de digestão rápida, que ofereça apenas um prazer imediato, as editoras vão estar dispostas a conduzir isso. Algo que lhe dá um prazer fácil é de vendagem rápida, mas não revoluciona sua vida. Não trás mudanças reais. O Frans Kafica já dizia que os bons livros nos afetam como um desastre. “Um livro que nos afete como um machado em um mar congelado em nós.” Então o que ele queria era um livro que mexesse com ele. Um livro que ficasse em nossa mente mesmo depois de fechar a última página. O mercado quer lucro certo, não algo que vá gerar uma consciência plena. O importante é perseverar e acreditar na arte. Um bom escritor tem de ler muito. Isso pode parecer um conselho meio obvio, mas hoje em dia é importante que se dê esse conselho obvio, pois as pessoas estão se afastando cada vez mais da leitura e se aproximando de uma cultura meramente televisiva. Uma cultura que nos vai levar cada vez mais para baixo. As pessoas não sabem nada sobre o romance “1984”, mas sabem fofocas do Big Brother. A pessoa conhece esse Big Brother superficial, mas não sabe o que realmente é o Big Brother descrito por George Orwell. Então, em um mundo onde as pessoas estão recheadas desses valores alienantes, nunca é demais dar conselhos como: Leiam muito.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Centro de Etno-conhecimento Sócio-cultural e Ambiental CAUIERÉ

O CESAC, entidade associativa sem fins lucrativos de defesa de direitos e interesses indígenas registrada no RCPJ/RJ sob o nº 490.156, CNPJ sob o nº 73.295.875/0001-31 e no Ministério da Justiça ped. OSCIP de nº 08071.008534/2007-37, desde 1993, com sede na Rua Maracá, nº 7 em Tomás Coelho, Rio de Janeiro, dirige-se aos apoiadores e simpatizantes dos movimentos populares e indígenas no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil para esclarecer e responder aos ataques discriminatórios dirigidos a todos os indígenas por entidades que se intitulam representantes dos "indígenas de Niterói" para atacar o principal legado: a independência, liberdade e autodeterminação das famílias indígenas da comunidade de Camboinhas
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Esta mensagem foi enviada por Preservação Nit