sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CESAC EM CONTATO


Ja faz algum tempo estamos cientes de algumas turbulencias ocorridas na aldeia de Camboinhas, mas resolvemos esperar até que algum dos grupos envolvidos diretamente nessa luta pela preservação dos sambaquis se pronunciasse a respeito. Já que parece julgarem esse ser o melhor momento, estamos abrindo espaço para o Cesac, que foi um dos primeiros a se pronunciar oficialmente. O espaço está aberto a outros grupos e pessoas que queiram expor seu ponto de vista. Lembramos apenas que esse é um espaço para construção, logo não aceitaremos simples bate bocas. Mantenham um bom nível nos debates de forma que seja proveitoso para todos.
FSB&LHPC


Luta Indígena em Camboinhas - Carta do CESAC Aberta ao Público


O CESAC – Centro de Etno-conhecimento Sócio-cultural e Ambiental CAUIERÉ, entidade associativa sem fins lucrativos de defesa de direitos e interesses indígenas registrada no RCPJ/RJ sob o nº 490.156, CNPJ sob o nº 73.295.875/0001-31 e no Ministério da Justiça ped. OSCIP de nº 08071.008534/2007-37, desde 1993, com sede na Rua Maracá, nº 7 em Tomás Coelho, Rio de Janeiro, gostaria de deixar claro que, sendo patrimônio dos Povos Indígenas Brasileiros as áreas do Sambaqui de Duna Grande e do Sambaqui Camboinhas, as etnias herdeiras, assim como a Comunidade de Pescadores Artesanais de Itaipu, em parte formada por descendentes de Povos Ameríndios que habitaram a região, possuem Direitos Indisponíveis, Inalienáveis e Imprescritíveis sobre os mesmos.
Como é de conhecimento público, O CESAC, desde 2002 se mobiliza em defesa do sistema lagunar de Itaipu, juntamente com as entidades ambientais, associações desportivas e as populações originárias e tradicionais, por meio de suas entidades representativas, dando início à luta para defesa do sistema lagunar, dos sambaquis e cemitérios indígenas da Região de Itaipu, tendo apresentado juntamente com a Comunidade Caiçara de Itaipu - comunidade tradicional, em parte descendente de Povos Originários da Região – por meio da ALPAPI – Associação Livre dos Pescadores Artesanais da Praia de Itaipu - um projeto interétnico de manejo sustentável da área para as principais etnias herdeiras - demonstrando o interesse em dar uma destinação indígena e interétnica à mesma.
Sendo o Sambaqui de Duna Grande um Cemitério Tupinambá, fica claro que, por conta do Direito Sucessório, os herdeiros daquela região sejam de Tronco Cultural Tupi, hoje representado pelas etnias contemporâneas Guajajara, Kamaiurá, Aweti, entre inúmeras outras, e, obviamente, Tupinambá – assim como a Comunidade Tradicional de Pescadores de Itaipu, em parte descendente dos grupos Tupi que habitaram a região.
Em fins de 2007, o CESAC foi procurado pelo Sr. Cristino, representante da Funai/RJ, para alocar ou assentar uma família Guarani Mbyá, oriunda da Argentina, que havia sido expulsa da Comunidade de Paraty - Mirim. O projeto supracitado foi apresentado ao Sr. Cristino (Funai) e às lideranças Guarani, assim como, amplamente discutido com a referida família. Por princípios humanitários e legítimo anseio de reparação, compensação e indenização às etnias (os Guarani-Mbyá pertencem ao Tronco Lingüístico Tupi-Guarani), a família Guarani foi alocada em terreno de propriedade do CESAC, que adquiriu do velejador George Mollin, por meio de escritura de Cessão de Direitos.
O assentamento das duas famílias, Guarani e Guajajara, foi acertado entre as partes, na presença de dois funcionários da Funai, registrado e documentado, fazendo parte de procedimento interno da CDHAJ/OABRJ.
Ao invés de agradecerem a acolhida, instigados por uma entidade que diz representar interesses comunitários de Niterói, cujo diretor de comunicação agora posa de antropólogo e escreve "não achar saudável a mistura de etnias" (desconhecendo que, no Brasil, é trivial a instituição de Terras Indígenas interétnicas e no Parque Indígena do Xingu aldeias costumam abrigar harmonicamente famílias de etnias – e troncos culturais - diferentes), assim como, estimulando o dissenso e a conspiração para melhor dominar, indivíduos dessa mesma família Guarani passaram a hostilizar não somente uma família Guajajara, bem como hostilizar e agredir lideranças e anciãos da própria etnia Guarani, assim como apoiadores de opiniões independentes, que ameaçavam a "liderança" de pensamento único, protagonizada por um rapaz imaturo e violento, de caráter deslumbrado, facilmente manipulável por aproveitadores organizados à órbita dessa entidade. Entidade essa movida por interesses estranhos aos das etnias envolvidas.
O CESAC é contra toda forma de intolerância e sempre realizou seu trabalho de forma digna, organizada, apartidária e responsável. O CESAC repudia o uso da violência e da coação, assim como campanhas difamatórias de qualquer espécie.
O comportamento discriminatório por parte dos Guarani, em grande parte estimulado e propugnado pelo CIN (CCOB), é visto com grande tristeza, uma vez que os Guarani sempre foram tratados com grande respeito, independente do comportamento imaturo de alguns. Acreditamos que soluções para conflitos não devem ocorrer por meio de violência e coação, como acreditam certos indivíduos Guarani alocados em Camboinhas.
Nós entendemos que o Sambaqui Camboinhas, construção humana de mais de 8.000 anos de idade, anterior à edificação às estruturas do Velho Mundo, é Patrimônio dos Povos Indígenas Brasileiros, assim como o Sambaqui de Duna Grande pertence, por direito sucessório, aos Povos de Tronco Tupi e à Comunidade Tradicional Caiçara, em parte descendente dos Povos Tupi que habitaram a região.
Os direitos dos Povos Indígenas e das Comunidades Tradicionais são Direitos Indisponíveis, Inalienáveis e Imprescritíveis, tornando inviáveis quaisquer Termos de Ajustes de Conduta (TAC) em Camboinhas, sob pena de nulidade. O CESAC entende que o monitoramento, acompanhamento e assistência jurídica dos direitos e interesses das comunidades indígenas e das populações tradicionais daquela região já estão sendo prestados pela CDHAJ/OABRJ e que a interferência alheia à da CDHAJ, além de indevida, frustra os interesses dessas populações no projeto de manejo elaborado e implementado pelo CESAC, ALPAPI e CDHAJ/OABRJ, além de violar irreparavelmente os direitos das populações originárias e tradicionais no local.
Os Guajajara possuem interesse cultural pelas áreas do Sambaqui Camboinhas e do Sambaqui Duna Grande, o que torna nulo o Termo de Ajuste de Conduta proposto por José de Azevedo, do CCOB, para a família Guarani Mbyá de Camboinhas. Do mesmo modo, há direito sucessório, válido não apenas para os Povos de Tronco Tupi, como para os caiçaras das comunidades locais, descendentes de grupos Tupi.
Os Direitos dos Povos Indígenas e das Comunidades Tradicionais são Direitos Inalienáveis, Indisponíveis, não podendo ser traficados por meia-dúzia de violadores de Direitos.
O momento não é de determinar condutas e, sim, de determinar os direitos e interesses dos Povos de Tronco Tupi e dos Pescadores Tradicionais de Itaipu: uma família Guarani Mbyá não pode falar em nome de todos os Mbyá nem pode dispor de direitos e interesses em nome de todos os Guarani; em segundo lugar, os próprios Guarani Mbyá não poderiam dispor de direitos e interesses nem falar em nome de todas etnias de Tronco Tupi.
A procuradoria da República, por meio da sua Subprocuradoria-Geral, representando a 6 Câmara de Coordenação e Revisão, já determinou ao Procurador da República de Niterói que defenda o projeto do CESAC/ALPAPI e da CDHAJ.
Os Povos Indígenas brasileiros se integram à comunidade nacional, não necessitando ser tutelados por entidades como o CCOB ou o CIN, cujos interesses lhes são totalmente estranhos e obscuros. O CESAC tem compromisso não somente com os Povos Originários e com as Comunidades Tradicionais da região, bem como com todos os moradores de Camboinhas, que merecem ser respeitados. Entendemos que "oprimidos" não podem se tornar opressores e estendemos nosso respeito à autodeterminação dos Povos Originários ao conjunto da sociedade nacional.
Fonte : http://www.centrodeetnoconhecimento.blogspot.com/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

reuniões das associações de moradores de niterói


por: fabio da silva barbosa e luiz henrique peixoto caldas


Assim que entramos no grande salão tivemos a grata surpresa, de ali encontrarmos, vários presidentes de Associações de Moradores com quem já havíamos tido contato anteriormente. Maurinho (Presidente da Grota), Valadares (Presidente reeleito na Martins Torres), Carlos Momoco (Ex-presidente da Beltrão) e Rogerinho (morador e forte liderança dentro do Morro Boa Vista). Foi uma reunião amistosa com um farto lanche no final.
O encontro vem acontecendo desde fevereiro de 2008, reunindo inicialmente de 15 a 20 associações de moradores. Em maio já reunia 40 associações. Hoje o número ainda não para de crescer. Antonio Luzia Jacobe, fundador do movimento comunitário de Niterói e presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (FAMNIT) por dois mandatos, está de frente nessa empreitada que visa trazer maior união entre as comunidades carentes da cidade e maior contado com a prefeitura. Ele conta que no início havia vários grupos que sentavam para discutir, mas que hoje a aliança já foi tão fortalecida que aconteceu a fusão em único grupo. “Mas dentro desse grupo existem vários. Existe o grupo de mulheres, a juventude socialista, o núcleo de articulação comunitária que é filiado ao PDT, partido do atual prefeito da cidade, que vem oferecendo sua sede como ponto de encontro para as reuniões, além de um grupo de idosos, que no momento se encontra um pouco desarticulado, mas já estamos tratando de reorganizá-lo.” Explica Antonio.
Quando perguntado sobre as expectativas sobre o novo governo de Niterói, <-Antonio Luzia se mostrou esperançoso e disse que agora o prefeito está vindo com maior experiência, o que de acordo com seu ponto de vista será positivo para as comunidades. Ele ainda lembrou de que anteriormente já havia trabalhado com Jorge Roberto Silveira, quando foi escolhido por eleições diretas para assumir o cargo de Coordenador de Assuntos Comunitários. “Foi à primeira eleição direta comunitária e fui eleito por 54 associações comunitárias.” Ao ser perguntado se a reunião sendo feita na sede de um partido atrapalharia a algumas associações de participar, já que existem líderes de outros partidos e ainda aqueles que são apartidários ele respondeu prontamente que não. “Tem pessoas aqui de outros partidos. O objetivo é comunitário. O Prefeito estar abrindo espaço para a gente é um fato positivo. As associações precisam desse canal aberto, independente da opção política. O que é comunitário não pode ter partido. Eles têm o direito de fazer suas reivindicações ao Prefeito.” Antonio Luzia Jacobe acredita que a confiança adquirida durante seus anos a frente dos movimentos sociais facilitou na organização dessa nova frente comunitária que está se formando e agregando cada vez mais adeptos. “Devido ao trabalho que fiz, as pessoas acreditam muito em mim. Minha estrada não começou hoje.” Os encontros vêm acontecendo quinzenalmente, as quintas feiras das 19 às 21 horas na sede do PDT, ao lado do Jardim São João. Maiores informações no próprio local.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

COMENTÁRIOS QUE CHEGAM

"Vila Ipiranga - Parte II"
1 comentário -
Mostrar postagem original

Angeline disse...
Gostaria de ler aqui sobre o crescimento desordenado do bairro de Santa Rosa, principalmente das favelas.O que o poder público tem feito para resovler e impedir isso?

RESPOSTA:
Esse assunto é muito complexo Angeline
Para falar a verdade a única medida decente que o poder público pode tomar para resolver isso é dar condições dignas a esas pessoas para que elas possam se organizar de outra forma.
Enquanto tivermos pessoas ganhando um salário ridículo que mal dá para elas sobreviverem, fica difícil acreditar que elas possam ir até um dos novos prédios caríssimos encomendar o seu apartamento devidamente aprovado pela prefeitura.
Aliás esse aparecimento de prédios enormes por todo o lado é muito mais sério e desordenado, pois em uma rua que havia algumas casas podemos ver vários prédios subindo, sem um suporte de água e esgoto acompanhando esse crescimento.
Só que a visão elitista da sociedade chama isso de desenvolvimento e continua crucificando os que com muito custo arrumam um lugar para morar.
FSB

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É Rir Pra Não Chorar :

Por: Aline Naue

Compartilhando aqui da situação do ensino superior público no Rio de Janeiro, como da UFRJ; ou da UFF onde estudo: Houve mesmo certo avanço nas oportunidades de vagas em cada curso e maior quantia de diferentes graduações nos últimos semestres.
Bem se sabe que essa era uma das propostas do famoso REUNI. Mas não há uma maior verba à educação realmente e, ao mesmo tempo entram mais e mais alunos na faculdade.
Os gastos com a população são sempre ínfimos (se põe um pouco mais de dinheiro pra algo, como pra Saúde, é que tirou de outro, da educação, por exemplo). A maior fatia do bolo fica sempre para os gringos, para o pagamento de dívidas e ao crescimento econômico.
Ficaria indignada mesmo que não fosse estudante, pois tem cada absurdo... Enquanto não fazem descontos de passagens pra os jovens, não investem de verdade numa formação integral a eles, numa maior preparação à área tecnológica; só aumentam os gastos com as passagens, essas que se compram pra ficar exatamente 5 horas no engarrafamento como fiquei na semana passada!!!
Ainda há outros gastos em constante e “sutil”aumento, até mesmo em contas de luz...
E os políticos??? Aumentam generosamente seus salários mais e mais, mesmo nesse cenário de crise.
Essa última notícia foi demais em?!
Onde vão parar os absurdos???
O que mais fazer para se fazer mostrar enquanto atingidos ou simplesmente sensibilizados???

Pelo menos agora tem “o ópio” das folias de carnaval pra fazer esquecer as crises...

CHEGOU A GENTE DIVULGA